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Mundo

Missão secreta na biblioteca pública

No contexto dos preparativos norte-americanos para uma guerra contra o Iraque fala-se de informações obtidas pelos serviços secretos. Resta sempre a pergunta: são confiáveis tais informações?

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Segundo George Tenet, diretor da CIA, os serviços secretos não podem prever atentados

Imediatamente depois de divulgada a mais recente gravação de Osama Bin Laden conclamando a atentados contra os Estados Unidos, o serviço secreto norte-americano CIA apressou-se em confirmar que a mensagem seria realmente do líder terrorista. Na opinião de especialistas, contudo, uma análise séria da gravação tardaria mais de uma semana.

O serviço secreto britânico MI5 apresentou um documento aos aliados, visando comprovar que o Iraque teria arsenal de armamentos proibidos. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, ressaltou a importância de tal prova no seu discurso frente ao Conselho de Segurança da ONU. Pouco depois, descobriu-se a verdadeira fonte do documento: tratava-se do trabalho de um estudante universitário, escrito na década de 90, com dados inteiramente ultrapassados.

Estes dois exemplos da "eficiência" dos serviços secretos não surpreendem o cientista político e perito em questões de segurança Erich Schmidt-Eenboom: "De maneira geral, pode-se dizer que os serviços secretos operam como qualquer pesquisador, e 90% das suas informações decorrem da análise de fontes de consulta pública."

Parafernália técnica

Rainer Rupp (codinome Topázio), que foi espião da extinta Alemanha Oriental na sede da OTAN em Bruxelas, vê com desconfiança a parafernália técnica dos serviços secretos: "Os próprios especialistas dos EUA afirmam que confiam muito nos equipamentos técnicos e que operam agora quase exclusivamente através de reconhecimento à distância, com a captação de sinais eletrônicos e o uso de satélites. Neste ponto, o trabalho mostra-se problemático".

De fato, é enorme o emprego de equipamentos técnicos pelos serviços secretos americano e britânico. No seu livro sobre o serviço secreto norte-americano National Security Agency (NSA), especializado no reconhecimento eletrônico e óptico, o jornalista James Bamford descreveu as mais novas possibilidades de reconhecimento da voz humana: "O novo sistema pode filtrar uma enorme quantidade de ruídos ambientais. Ele pode reconhecer as palavras consideradas importantes até mesmo no meio de muitas vozes, dentro de uma festa".

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