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Mundo

Ministros europeus condenam protecionismo

Encontro dos ministros das Finanças da UE terminou, em Viena, com uma declaração contra o protecionismo. Por enquanto, contudo, trata-se de liberar a concorrência dentro da União Européia.

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Alemanha propõe redirecionar subsídios agrícolas para pesquisa e infra-estrutura

Tendências protecionistas não são a melhor resposta à globalização, conforme admitiram os ministros das Finanças da União Européia reunidos em Viena. No encerramento do encontro de dois dias, o atual presidente do Conselho dos Ministros das Finanças, Karl-Heinz-Grasser, da Áustria, declarou que o protecionismo só aumenta os problemas da Europa, gerando desemprego em todos os países. Segundo Grasser, seus colegas de pasta europeus mostraram "uma nítida abertura para maior concorrência".

Posição alemã

O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, fez um apelo para que as despesas da União Européia com agricultura sejam redirecionadas para pesquisa e infra-estrutura dentro de dois a três anos. Para Steinbrück, a melhor estratégia para acompanhar a globalização seria colocar em prática a chamada estratégia de Lisboa para maior crescimento e geração de empregos. Desburocratização e maiores investimentos em educação também seriam indispensáveis, na visão de Steinbrück.

Berlim exige maior transparência nos sistemas fiscais dos países-membros. A possibilidade de uma base comum para impostos sobre corporações foi tema do debate do Conselho de Ministros na sexta-feira (07/04), em Viena. Steinbrück reiterou que o governo alemão apóia esta medida, pois ela implicaria uma simplificação considerável. Sete países da UE fizeram ressalvas à proposta, alegando que ela poderia levar a uma futura unificação das alíquotas.

Banco Central contra protecionismo

O encontro de Viena também contou com a participação dos presidentes dos Bancos Centrais dos países-membros e de quatro conglomerados europeus, entre eles a Volkswagen. O presidente do Banco Central Alemão, Axel Weber, também advertiu contra tendências protecionistas, considerando-as contraproducentes. Weber se remeteu a estudos empíricos, segundo os quais o bem-estar social é menor nos países que tentam se esquivar da concorrência internacional. O presidente da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, declarou que empregos só poderiam ser gerados com o aumento do consumo. "Se nossos custos forem altos demais para investir no futuro, isso seria falta de responsabilidade para com uma política duradoura de criação de empregos e de asseguramento de empresas", declarou o presidente da VW.

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