1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Ministros europeus aprovam novas sanções contra separatistas na Ucrânia

UE pretende bloquear mais contas bancárias e aumentar lista de indivíduos proibidos de entrar no bloco. Políticos optaram por não impor novas sanções à Rússia e manter diálogo com Moscou.

default

Ministros, entre eles o alemão Steinmeier (esq.) e o britânico Philip Hammond, discutiram crise na Ucrânia

Em resposta à escalação recente do conflito no leste da Ucrânia, os ministros do Exterior da União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira (17/11), em Bruxelas, aplicar mais sanções contra os separatistas pró-Rússia. Apesar das acusações de envolvimento no conflito, os políticos decidiram não impor novas sanções a Moscou.

As novas medidas devem aumentar a lista de separatistas proibidos de entrar na UE e bloquear mais contas bancárias. Segundo diplomatas, os nomes dos rebeldes a serem incluídos na lista serão definidos até o final do mês.

Até agora, por causa da crise ucraniana, a UE proibiu a entrada e bloqueou contas bancárias de 119 russos e ucranianos, assim como de 23 empresas e organizações.

A UE acusa os separatistas de quebrarem o acordo de paz de Minsk ao organizarem eleições nos territórios que estão sob seu controle. Além disso, apesar do cessar-fogo acordado, os combates entre rebeldes pró-Rússia e tropas do governo ucraniano continuam.

A Alta Representante da UE para Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, afirmou que sanções não resolvem o conflito e devem ser parte de uma estratégia maior. "Elas podem ser um instrumento quando aplicadas junto com outras medidas", declarou.

Mogherini defendeu que a UE deve apoiar a Ucrânia na implementação de reformas no país, além de manter o diálogo com a Rússia para encontrar uma solução definitiva para o conflito.

Klimkin und Mogherini Vertragsunterzeichnung 17.11.2014 Brüssel

Mogherini e Klimkin assinaram acordo de cooperação

Diálogo com Moscou

Durante o encontro, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, também defendeu a continuidade do diálogo com Moscou. "Precisamos garantir que as possibilidades que temos agora sejam usadas para chegar a uma solução do conflito que não contribua para deflagrar a espiral da violência novamente", declarou.

Steinmeier defendeu novas abordagens para alcançar o diálogo, se referindo a uma proposta que fez no último fim de semana. O ministro sugeriu promover o encontro de representantes dos governos da UE com os da União Econômica Eurasiática – fundada por Rússia, Cazaquistão e Belarus neste ano.

Os ministros europeus se reuniram nesta segunda-feira em Bruxelas para discutir uma estratégia comum para a crise na Ucrânia. Desde meados deste ano, a UE impôs uma série de sanções à Rússia, que atingem especialmente os setores financeiro, energético e militar. Em reação, Moscou proibiu a importação de determinados produtos agrícolas originários da Europa.

Pouco antes da reunião dos ministros, Mogherini se encontrou com o ministro do Exterior ucraniano, Pavlo Klimkin, para a assinatura de um acordo de cooperação. O tratado prevê que a Europa ajude na reforma das forças de segurança ucranianas.

A partir de dezembro, entre 100 e 200 especialistas europeus devem ser enviados ao país para prestar consultoria à polícia e à Justiça da Ucrânia.

CN/dpa/rtr/apf

Leia mais