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Mundo

Ministros do Exterior defendem acordo de Minsk

Representantes de Alemanha, França, Rússia e Ucrânia defendem manutenção do cessar-fogo, enquanto hostilidades entre separatistas e forças do governo se acentuam no leste ucraniano.

Os ministros do Exterior de Alemanha, França, Rússia e Ucrânia pediram nesta segunda-feira (13/04), em declaração conjunta, o fim das

contínuas hostilidades

entre separatistas pró-Moscou e forças do governo no leste ucraniano.

O ministro alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que as quatro horas de conversações foram "às vezes controversas", mas, ao fim, todos os participantes concordaram que não há alternativas ao

acordo de Minsk

, assinado em fevereiro e que estabeleceu um cessar-fogo na região.

"Precisamos assegurar que a adesão ao cessar-fogo seja mais forte, do modo mais completo possível", afirmou Steinmeier.

As conversas ocorreram após um acentuado aumento das hostilidades no leste ucraniano, no último fim de semana. Na segunda-feira, um soldado ucraniano foi morto e seis rebeldes ficaram feridos em combates no território controlado pelos separatistas.

Em Kiev, o porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, Oleksandr Motuzyanyk, acusou os separatistas de violações do cessar-fogo, afirmando que posições do governo teriam sido atacadas com artilharia pesada. Os separatistas teriam realizado mais de 20 ataques com armas de grosso calibre e tanques, denunciou o porta-voz.

Apoio à OSCE

O ministro alemão ressaltou que todas as partes concordaram em levar adiante a retirada de armamentos pesados das frentes de batalha, estendendo a remoção também a outras categorias de armas, como tanques, veículos armados e outros armamentos pesados abaixo do calibre de 10 milímetros.

Os ministros também ressaltaram o apoio à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que monitora a implementação do cessar-fogo, com o envio de recursos e de pessoal nas próximas semanas.

Eles também concordaram com a continuidade das trocas de prisioneiros, além de estabelecer quatro grupos de trabalho para lidar com as políticas humanitárias, econômicas e de segurança na região.

Steinmeier ressaltou que o acordo de Minsk foi além de um pacto de cessar-fogo, e deve abrir caminho para a

realização de eleições

nos territórios controlados pelos rebeldes. "Se esse processo não for adiante, o acordo de Minsk poderá sair de vez dos trilhos. Todas as partes querem evitar isso", alertou.

A reunião dos ministros do Exterior nesta segunda-feira foi a quinta rodada de conversações em Berlim nos últimos meses, com o objetivo de analisar o progresso da implementação do acordo de Minsk.

RC/rtr/dpa

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