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Economia

Ministros das Finanças planejam reformas e discutem crise argentina

O desaquecimento da economia européia, a crise na Argentina e a fundação de um novo banco para o Oriente Médio são alguns dos temas do encontro de ministros das Finanças da União Européia, reunidos em Bruxelas.

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Ministro alemão das Finanças, Hans Eichel

Os ministros das Finanças da UE, reunidos desde a última segunda-feira na capital belga, anunciaram que pretendem dar início a um "programa de reformas estruturais", com o objetivo de aquecer a estagnada economia européia. "Em épocas de insegurança, mudanças estruturais precisam ser levadas adiante. Com isso, a Europa pode tornar-se mais resistente a choques externos", afirmou o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel.

Presidência espanhola – O encontro em Bruxelas é o primeiro sob a coordenação espanhola da União Européia (a Espanha assumiu a partir do primeiro dia de 2002 a presidência rotativa da UE, que esteve no segundo semestre de 2001 nas mãos da Bélgica). Rodrigo Rato, que preside atualmente o grupo de ministros, reafirmou a necessidade de reformas nos países da UE, tendo demonstrado otimismo ao afirmar que "há sinais de uma recuperação da economia européia no primeiro semestre deste ano".

A presidência espanhola estabeleceu como objetivo maior empreender reformas básicas, a fim de fomentar a capacidade européia de concorrência. Entre essas reformas, estão a liberalização do mercado de energia e a integração dos mercados financeiros.

O próximo encontro de cúpula da UE, agendada para março próximo em Barcelona, deverá discutir especialmente as reformas econômicas em questão. Rato observou que os ministros reunidos estão conscientes de que "o ano de 2002 começa marcado por um forte e intenso desaquecimento da economia mundial e européia".

Argentina e Oriente Médio – Da pauta de debate constam ainda temas como a expansão da UE e a crise econômica na Argentina. Os ministros preparam uma declaração, na qual "seja explicitado o interesse da UE em uma solução da crise social e econômica que afeta esse país sul-americano".

Outro ponto de discussão é a proposta da comissão da UE de criação de um Banco Europeu do Desenvolvimento para o Oriente Médio. Trata-se tanto da fundação de uma nova instituição financeira, quanto da criação de uma nova filial do Banco Europeu de Investimentos, destinada à cooperação com outros países da região. Segundo informações extra-oficiais, a Alemanha rejeita esta proposta da presidência espanhola, alegando que no momento apenas entre 20 a 30% das verbas européias para a região são usadas regularmente.

O mau desempenho da economia alemã, cujo déficit orçamentário aproxima-se cada vez mais do teto de 3% do PIB estabelecido pelo Tratado de Maastricht, não consta da agenda dos ministros. A Comissão da UE, no entanto, ainda não definiu se os ministros deverão enviar ao país uma advertência no final de janeiro.