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Economia

Ministros das Finanças do G7 debatem iene e fundos de hedge

Maior controle sobre os fundos de hedge e desvalorização da moeda japonesa são os principais temas do encontro em Essen. Representantes de países emergentes, entre eles o Brasil, participam do evento.

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Em Essen, manifestantes exibem máscaras de ministros das Finanças dos países do G7

O controle dos fundos de hedge e a desvalorização do iene, a moeda japonesa, são os principais temas nesta sexta-feira (09/02) e neste sábado em Essen, na Alemanha, no primeiro encontro de ministros das Finanças e de presidentes dos Bancos Centrais dos países do G7 (sete países mais industrializados do mundo) sob a presidência alemã.

Também participam do encontro ministros das Finanças dos principais países emergentes: Rússia, China, Brasil, Índia, México e África do Sul. Com esses países, o tema central será a retomada da Rodada Doha e maneiras de proteger os mercados financeiros das economias emergentes. O ministro Guido Mantega, que iria a Essen, cancelou sua participação.

Fundos de hedge

Anfitrião do encontro, o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, colocou como principal tema das discussões a busca por mecanismos de controle sobre os fundos de hedge.

O governo alemão vem defendendo mais transparência desses fundos, sobre os quais não há um controle efetivo e que, na sua busca pelos rendimentos de maior retorno, acabam colocando em risco os mercados mundiais de ações e de câmbio.

Há cerca de 900 fundos de hedge em todo o mundo, a maioria com sede nos Estados Unidos e no Reino Unido. Estimativas afirmam que eles dispõem de mais de 1,4 trilhão de dólares de investidores privados ou institucionais.

"São fundos que dispõem de um enorme capital, que circula pelo mundo e que, em circunstâncias que todos esperamos que não ocorram, pode gerar situações perigosas. Queremos evitar esse perigo a tempo, para que depois de uma eventual crise na Ásia ou no América Latina, como as que vivemos em anos anteriores, não surja uma crise mundial causada pela especulação dos fundos de hedge", afirmou o secretário do Ministério alemão das Finanças Thomas Mirow.

Tais fundos recompensam seus investidores com juros de 30% ao ano, o que atrai cada vez mais investidores. No ano passado, mais de 100 bilhões de dólares foram destinados a fundos de hedge. A Alemanha defende maior transparência dos fundos, além de um código de conduta e cooperação internacional.

"Esse é um assunto que só pode ser tratado em nível internacional. A maioria dos fundos de hedge age em nível internacional e nem possui sede na Europa. Sem a colaboração dos americanos, essa discussão não tem sentido", disse Mirow.

Desvalorização do iene

O iene também é um dos principais temas do encontro. Os países da zona do euro reclamam que a desvalorização da moeda japonesa torna mais caros os produtos europeus em comparação com os japoneses.

Mas eles não têm obtido o apoio dos Estados Unidos e do Canadá, para quem o valor do iene está sendo estabelecido de maneira justa. O Reino Unido ainda não se posicionou publicamente sobre o assunto.

Desde o início do ano passado, o iene se desvalorizou 11% em relação ao euro e 4% em relação ao dólar, dificultando a entrada de produtos europeus e americanos no Japão.

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