Ministros da UE sinalizam maiores perdas de bancos com títulos gregos | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 22.10.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Ministros da UE sinalizam maiores perdas de bancos com títulos gregos

Reunião em Bruxelas descartou transformação de FEEF em banco. Relatório da Troika indica que Grécia precisa de mais 252 bilhões de euros até 2020. Perdas dos bancos podem chegar a 60%.

A protester wrapped with a Greek flag holds a placard with anti government slogans outside the Greek Parliament in Athens on Thursday Oct. 20 2011. On the second day of a general strike that's seen the country paralyzed, a communist party-backed union has said it will try to encircle parliament in a peaceful bid to prevent lawmakers from accessing the building for the final vote on spending cuts and tax hikes required by Greece's international creditors. But riot police moved to foil the attempt by blocking off the main avenues leading to parliament. Several separate demonstrations were due to converge later in the day on Syntagma Square in front of parliament, where more than 100,000 people gathered Wednesday to protest the draft legislation. Though largely peaceful, Wednesday's protest was marred by attacks on police and public property. (Foto:Thanassis Stavrakis/AP/dapd)

Relatório da Troika acusa piora na situação econômica grega

Finance Ministers meeting epa02976149 International Monetary Fund (IMF) Managing Director Christine Lagarde (R) and British Chancellor of the Exchequer, George Osborne greet each other at the start of a European Finance Ministers meeting at the European council headquarters in Brussels, Belgium, 22 October 2011. European Union finance ministers gathered to talk about banks, on a second day of marathon meetings meant to solve the crisis plaguing the bloc's currency. EPA/OLIVIER HOSLET

Diretora do FMI, Christine Lagarde (dir), e ministro britânico George Osborne

Os ministros das Finanças da União Europeia anunciaram neste sábado (22/10) que os grandes bancos da zona do euro deverão se preparar para assumir perdas maiores com os títulos da dívida pública grega que adquiriram. Conforme fontes diplomáticas, será proposto aos bancos que assumam até 60% de perdas com a dívida. O índice anterior era de 21%.

Os participantes da reunião em Bruxelas calculam que os maiores bancos do continente necessitam de recapitalização de 100 bilhões de euros, para garantir uma "margem de manobra" suficiente, no caso de perdas com os títulos de dívida e com as turbulências dos mercados.

O ministro das holandês Finanças, Jan Kees de Jager, disse estar excluída a proposta francesa de ligar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ao Banco Central Europeu (BCE). A ideia levaria o FEEF a operar como um banco, permitindo seu refinanciamento junto ao BCE. A Alemanha se opôs à alternativa, alegando que o regulamento da entidade bancária impede a manobra.

Relatório da Troika

Bruxelas recebeu, na tarde de sábado, três reuniões simultâneas com o objetivo de resolver a crise do euro. Além dos ministros das Finanças, também se encontraram integrantes do Eurogrupo e do Conselho de Assuntos Gerais.

Finance Ministers meeting epa02976133 President of the Euro group Luxembourg's Prime Minister Jean-Claude Juncker (L) chats with Polish Finance Minister Jan Vincent Rostowski at the start of a European Finance Ministers meeting at the European council headquarters in Brussels, Belgium, 22 October 2011. European Union finance ministers gathered to talk about banks, on a second day of marathon meetings meant to solve the crisis plaguing the bloc's currency. EPA/OLIVIER HOSLET

Jean-Claude Juncker (esq) e ministro polonês das Finanças, Jan Vincent Rostowski

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, também conversaram após a reunião ministerial. O relatório da Troika com técnicos do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia indica que a situação da economia grega piorou nos últimos três meses. Os especialistas projetam que o ônus da dívida grega neste ano chegue a 162% do desempenho econômico do país.

A expectativa é de este índice subir a 186%, até 2013. Técnicos apontam que, para conseguir liquidez sem ajuda externa, a Grécia "não poderia voltar aos mercados até 2021". Conforme o relatório, a capacidade de endividamento da Grécia chegou ao fim, fazendo com que o país necessite de um grande pacote de resgate.

Por uma nova estratégia

A equipe que acompanha a crise grega calcula que o país necessite de mais 252 bilhões de euros até 2020. Em uma projeção pessimista, o montante pode chegar a 444 bilhões de euros. Este cenário será possível, caso a recessão se agrave, as privatizações não avancem ou a sobrecarga de risco dos títulos da dívida cresçam.

Os chefes de Estado da União Europeia se encontram neste domingo em Bruxelas para buscar nova estratégia comum para enfrentar a crise das dívidas da zona do euro. Além da descartada proposta francesa de transformar o FEEF em um banco, permanecem ainda outras divergências entre França e Alemanha, que podem travar a ação decidida no combate à crise.

MP/dw/lusa/ap/dpa
Revisão: Augusto Valente

Leia mais