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Mundo

Ministros da UE discutem imigração ilegal

Representantes de países mediterrêneos da União Européia reúnem-se em Madri para discutir questões relacionadas à imigração ilegal.

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Imigrante africano é atendido após chegar às Ilhas Canárias em pequena embarcação

O encontro realizado na capital espanhola reúne os responsáveis pelas pastas do Interior e Exterior da Espanha, França, Itália, Eslovênia, Grécia e de Malta, Chipre e Portugal. O objetivo é estabelecer regras que reforcem as fronteiras externas da UE no sul da Europa e conseguir para os países mediterrâneos maiores recursos de Bruxelas para o combate à imigração.

Às Ilhas Canárias, chegaram desde janeiro último 25 mil refugiados africanos – o maior número registrado nas últimas décadas. Na Grécia, imigrantes ilegais que tentavam chegar à Europa acusaram as autoridades locais de terem expulsado suas embarcações em direção à costa turca, onde teriam corrido sério perigo de naufrágio. Entre janeiro e setembro deste ano, 16 mil imigrantes clandestinos foram interceptados pela costa patrulheira italiana, segundo as autoridades do país.

Reivindicação de mais recursos

Spanien befestigt seine Grenzen

Espanha reforça fronteiras

Uma das medidas tomadas pelos países para manter os refugiados afastados da UE foi a criação da agência de controle Frontex. Entre as atividades do órgão está coordenar uma ação militar comum de policiamento de fronteiras, conduzida pela Itália, por Portugal e pela Finlândia frente à costa das Ilhas Canárias.

Os ministros reunidos em Madri pretendem formalizar propostas a serem apresentadas no próximo encontro de cúpula da UE, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de outubro em Lahti, na Finlândia.

Um dos pontos de discordância entre os países da UE, quando o assunto é imigração ilegal, diz respeito à origem dos recursos. O ministro espanhol da Justiça, Juan Luis Fernando López-Aguilar, pediu formalmente, antes do encontro em Madri, o auxílio da UE na busca de soluções para a questão.

"Solução confortável"

Um dia antes do encontro do qual a Alemanha não participa, o ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, se posicionou contra as reivindicações da Espanha, afirmando que "pedir dinheiro para os outros é sempre a solução mais confortável". A sugestão da Finlândia de pagar através de um fundo europeu uma contribuição por refugiado aos países que os acolherem também foi revidada pelo ministro democrata-cristão Schäuble.

A Finlândia, que ocupa no momento a presidência rotativa da UE, sugeriu que se discuta no próximo encontro de cúpula uma solução européia para questões como migração, controle de fronteiras e política de concessão de asilo político. Também Fraco Frattini e Benita Ferrero-Waldner, respectivamente comissários da UE de Justiça e Segurança e de Relações Exteriores, participam do encontro.

França e Espanha: "lição de moral"

Paris Unruhen 2

Tumultos nos subúrbios de Paris

O ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, criticou o governo espanhol do premiê Jose Luis Rodrigues Zapatero devido à recente regularização oferecida pela Espanha aos imigrantes ilegais. Segundo o linha-dura Sarkozy, países que oferecem residência legal a imigrantes clandestinos não deveriam se surpreender ao se deparar com ondas de ilegais em suas fronteiras.

Zapatero reagiu, dizendo que a Espanha não precisa "receber lições" da França em termos de política de imigração, principalmente diante do fato de que, depois dos últimos tumultos nos subúrbios de Paris, dois jovens morreram eletrocutados enquanto tentavam fugir do controle da política de imigração do país.

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