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Alemanha

Ministro ressalta liderança da Alemanha na proteção do clima

Após a aprovação, pelo gabinete federal, do projeto de lei para ratificação do Protocolo de Kyoto, Jürgen Trittin declara-se confiante de que a meta será alcançada.

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O ministro alemão do Meio Ambiente, Juergen Trittin, do Partido Verde.

"Nós somos os campeões mundiais na política ativa de proteção do clima", declarou o ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin (Partido Verde), nesta quarta-feira, em Berlim. De sua meta de reduzir a emissão dos seis principais gases causadores do efeito estufa em 21% até 2012, tomando como base os dados de 1990, a Alemanha já atingiu a marca de 18,7% em fins do ano 2000, ressaltou o ministro.

Pouco antes das declarações de Trittin, o gabinete federal aprovara o projeto de lei para ratificação do Protocolo de Kyoto. Os debates no Parlamento não deverão estender-se além dos primeiros meses do ano que vem.

Segundo o acordo firmado em Kyoto em 1997, os países industrializados comprometem-se a reduzir em conjunto, até 2012, pelo menos 5% de suas emissões causadoras do efeito estufa.

Perspectivas - O objetivo da comunidade internacional é que o Protocolo entre em vigor até setembro de 2002, quando se realizará em Johanesburgo, na África do Sul, a conferência de cúpula sobre o desenvolvimento sustentável. Para tanto, o documento terá que ser ratificado por pelo menos 55 nações que tenham produzido, juntas, 55% das emissões de dióxido de carbono em 1990.

Trittin declarou-se otimista de que essa meta será alcançada. Acentuou, porém, que o Protocolo de Kyoto é apenas um primeiro passo. Ele cria as condições para a redução da produção de dióxido de carbono, mas não basta para impedir graves desequilíbrios no clima mundial.

O ministro acentuou ainda que não existe uma contradição entre a ecologia e a economia. A proteção do clima, pelo contrário, abre consideráveis chances no mercado de trabalho. Trittin calcula que uma redução de 40% na emissão do dióxido de carbono até 2020 propiciaria à Alemanha 200 mil novos postos de trabalho. Os setores que mais lucrariam seriam a construção de máquinas, a construção civil, a companhia ferroviária e os transportes públicos em geral, bem como a prestação de serviços.

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