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Mundo

Ministro israelense do Exterior renuncia sob acusações de fraude

Avigdor Lieberman entrega o cargo semanas antes das eleições parlamentares em Israel. Ele foi indiciado por fraude e abuso de confiança em um caso de corrupção pelo qual vem sendo investigado.

Indiciado por fraude e abuso de confiança, o ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, renunciou ao cargo na sexta-feira (14/12), mesmo após insistir que não cometeu nenhum delito. Além de renunciar ao posto de ministro, ele entregou também o cargo de vice-chefe de governo.

Lieberman declarou esperar que as acusações que pesam contra ele sejam rapidamente esclarecidas. Embora tenha resistido à renúncia até quinta-feira, Lieberman foi obrigado a deixar o governo, uma vez que o Partido Meretz, liberal de esquerda, havia pedido sua exoneração perante o Tribunal Superior.

A renúncia acontece poucas semanas antes das eleições parlamentares, marcadas para o dia 22 de janeiro. Com a permanência de Lieberman no cargo, o assunto teria certamente dominado a campanha eleitoral no país.

É ainda difícil avaliar quais serão os efeitos do caso para as eleições. Lieberman é o líder do partido de direita Israel Beiteinu (Israel é Nossa Casa), que forma uma coalizão de governo com o Likud, partido do premiê Benjamin Netanyahu. Segundo apontam as atuais pesquisas de opinião, Netanyahu consta como favorito para o pleito.

Netanyahu é ministro interino do Exterior

Até as eleições, o premiê irá assumir interinamente o cargo de ministro do Exterior. Lieberman ainda não anunciou se vai ou não participar da campanha eleitoral.

O procurador-geral Yehuda Weinstein havia anunciado na última quinta-feira (13/12) que iria mover uma ação contra Lieberman por suborno e quebra de confiança. Segundo as acusações, o ex-ministro teria repassado ilegalmente informações a um diplomata israelense sobre investigações de corrupção que pesavam contra ele.

Lieberman ocupava a pasta de Exterior desde março de 2009. Seu partido tem muitos eleitores entre os imigrantes que, como o próprio Lieberman, vêm da ex-União Soviética.

SV/dpa/rtr/afp/dapd
Revisão: Mariana Santos

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