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Mundo

Ministro israelense compara acerto com o Irã a acordo com Hitler

Autoridades de Israel dizem que entendimento é "desconectado da realidade" e o comparam com acerto entre premiê britânico e ditador nazista antes da Segunda Guerra.

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Naftali Bennett: "O regime de terror islâmico mais radical do mundo recebe um selo kosher oficial"

Autoridades israelenses se pronunciaram, nesta quinta-feira (02/04), logo após o anúncio do acordo prévio entre as potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano.

Na sua página no Facebook, o ministro israelense da Economia, Naftali Bennett, sugeriu indiretamente que o acordo anunciado em Lausanne é comparável ao entendimento firmado entre o premiê britânico Neville Chamberlain e Adolf Hitler antes da Segunda Guerra Mundial.

O post é intitulado "Peace in our time, 2015" (paz no nosso tempo, 2015), em alusão à expressão que Chamberlain usou para se referir ao Acordo de Munique, fechado em 1938. A expressão é normalmente usada nos dias atuais em tom irônico.

"O regime de terror islâmico mais radical do mundo recebe um selo kosher oficial para o seu programa nuclear ilegal", disse Bennett, membro do partido de direita Casa Judaica.

"Este é um regime em que não se pode confiar, que já violou resoluções consecutivas da ONU. O acordo de hoje abre caminho para que o Irã eventualmente possa obter uma arma nuclear, para desestabilizar ainda mais o Oriente Médio e continuar a espalhar o terror por todo o globo", escreveu o ministro em sua conta no Facebook. "Com acordo ou sem acordo, Israel fará o que for preciso para proteger a si e seus cidadãos", concluiu.

Também o ministro israelense de Assuntos de Inteligência e Assuntos Estratégicos, Yuval Steinitz, criticou o acordo prévio. "Os sorrisos em Lausanne estão desconectados da amarga realidade, na qual o Irã se recusa a fazer concessões [em seu programa nuclear] e continua a ameaçar Israel e outros países do Oriente Médio", disse o ministro, segundo declarações publicadas na página israelense de notícias NRG.

Steinitz, que nos últimos meses havia visitado as capitais ocidentais em nome do premiê Benjamin Netanyahu para tentar impedir um acordo que continue permitindo o Irã a enriquecer urânio, acrescentou que, enquanto fechou o acordo, Teerã continua sua "campanha de conquistas e terrorismo".

"Enquanto os representantes das potências estendem suas mãos aos iranianos em Lausanne, o Irã continua sua campanha de conquista e terrorismo no Iêmen, por todo o Oriente Médio, e se apodera do estreito de Bab El-Mandeb, que liga o Mar Vermelho e o Canal de Suez", concluiu.

Antes do anúncio do acordo, o primeiro-ministro de Israel preferiu adotar um discurso diplomático. Netanyahu considerava que um suposto acordo alcançado deve demandar uma "clara redução das capacidades nucleares" de Teerã "e frear o terrorismo e as agressões".

PV/dpa/efe

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