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Mundo

Ministro iraniano do Exterior defende acordo nuclear perante Parlamento

Mohammad Javad Zarif admite a legisladores que "o acordo não é totalmente a favor do Irã", mas que os termos acordados são "únicos" e "equilibrados". Parlamentares iranianos irão revisar o documento assinado em Viena.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, defendeu o

acordo nuclear fechado com as potências mundiais

perante o Parlamento iraniano, nesta terça-feira (21/07), afirmando aos legisladores do país que os termos são "únicos" e "equilibrados".

"Não afirmamos que o acordo seja totalmente a favor do Irã", disse em discurso ao Parlamento. "Qualquer acordo é um dar e receber. E cada lado abre mão de parte de suas exigências para realizar a parte mais importante, até que o que se dá e recebe esteja em equilíbrio."

"Direi a vocês o que disse ao líder supremo [aiatolá Ali Khamenei]: fizemos o nosso melhor para preservar a maioria das 'linhas vermelhas', se não todas", garantiu Zarif aos parlamentares. Tendo liderado a equipe de negociadores do Irã, ele assegurou aos deputados que foi capaz de obter os "objetivos-chave nos quais insistimos".

O acordo foi alcançado em Viena na semana passada, após longas negociações entre o Irã e o chamado Grupo 5+1 – Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha. O acordo requer que o programa nuclear do Irã seja sustado por uma década, em troca de um bilionário alívio das sanções da União Europeia (UE), ONU e Estados Unidos.

Caminho acidentado pela frente

Segundo a Constituição do Irã, o Parlamento tem direito de rejeitar qualquer acordo, até mesmo se negociado pelo Ministério das Relações Exteriores. O documento do acordo nuclear também estará sujeito à aprovação pelo Conselho de Segurança Nacional do Irã e, em última instância, pelo conservador aiatolá Ali Khamenei.

Um parlamentar não identificado declarou à agência de notícias Associated Press que o Parlamento iraniano precisará de "pelo menos" 60 dias para avaliar a proposta final do acordo nuclear. Dessa forma, os legisladores em Teerã terão o mesmo tempo estipulado ao Congresso do EUA para examinar o documento.

Na segunda-feira, o

Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade o acordo nuclear

e autorizou medidas que abrirão caminho para o levantamento das sanções da ONU contra o Irã. O Conselho aprovou também uma medida que permite a volta automática de sanções, caso o Irã falhe com sua parte do acordo.

No sábado, em discurso televisionado, o aiatolá Khamenei garantiu que a

postura do Irã perante os EUA não vai mudar

. "Nossa política em relação ao governo arrogante dos EUA não vai mudar em nada. Não temos negociações com os Estados Unidos sobre várias questões globais e regionais. Não temos negociações sobre questões bilaterais", afirmou Khamenei.

Os países ocidentais temem há muito que o Irã esteja secretamente tentando desenvolver armas nucleares, embora Teerã sempre afirme que seu programa é exclusivamente para fins civis e científicos. Sob o acordo, o Irã terá que aceitar um programa mais rigoroso de inspeção e desmantelar dois terços das centrífugas destinadas ao enriquecimento de urânio, além de se livrar de 98% de seus estoques de urânio.

PV/rtr/ap/afp

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