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Mundo

Ministro francês condena tiroteio na Dinamarca como "ataque terrorista"

Alvo no debate em Copenhague sobre liberdade de imprensa era desenhista sueco que representou Maomé como cão, diz polícia. Embaixador francês estava presente. Homem de 40 anos foi morto, policiais ficaram feridos.

Um civil de 40 anos foi morto e três policiais ficaram feridos num tiroteio em Copenhague, neste sábado (14/02). Segundo a polícia, o alvo era o desenhista sueco Lars Vilks, que em 2007 causou polêmica ao representar o profeta islâmico Maomé como um cão.

O atentado ocorreu no café e centro cultural Krudttønden, na capital dinamarquesa, em que se realizava um debate sobre liberdade de opinião, com a participação de Vilks, entre dezenas de outras pessoas. Dois homens atiraram de fora do centro, através janelas, fugindo em seguida num automóvel Polo.

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Tiros nas janelas do café Krudttønden

A partir da divulgação dos desenhos sacrílegos, o artista de 68 anos tem recebido ameaças, encontrando-se sob proteção da polícia sueca desde 2010. Um braço da Al Qaeda no Iraque colocou sua cabeça a prêmio, por 150 mil dólares. Dois anos atrás, uma terrorista conhecida como "Jihad Jane" foi condenada a dez anos de prisão por planejar o assassinato de Vilks.

O embaixador francês na Dinamarca, François Zimeray, também participava do debate sobre liberdade de imprensa. O atentado trouxe à memória a recente série de ataques de motivação fundamentalista islâmica na França, que causaram 17 mortes em três dias. O primeiro foco da violência foi a redação do tabloide satírico parisiense Charlie Hebdo, que publicara caricaturas de Maomé.

O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, condenou severamente o "ataque terrorista contra uma reunião pública", assegurando em nota oficial que "a França continua do lado das autoridades e do povo dinamarquês na luta contra o terrorismo". O ministro do Interior Bernard Cazeneuve foi enviado para o local do crime.

AV/afp/rtr/dpa

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