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Mundo

Ministro da Defesa grego faz ameaças ao Eurogrupo

Panos Kammenos adverte que expulsão da Grécia da zona do euro pode preceder saídas de Itália, Espanha e até Alemanha do bloco europeu. Ele pleiteia por corte da dívida e avisa que Atenas pode não mais receber refugiados.

Em entrevista ao tabloide alemão Bild, publicada neste sábado (14/03), o ministro da Defesa da Grécia, o populista de direita Panos Kammenos, disse que a expulsão de seu país da zona do euro poderia preceder as saídas de Itália e Espanha, seguidas pela Alemanha no futuro.

"Se a Grécia 'explodir', Espanha e Itália serão os próximos e, em algum momento, a Alemanha. Portanto, nós precisamos encontrar uma saída dentro da zona do euro, sem que a Grécia continue pagando", disse Kammenos.

"Nós não precisamos de um terceiro pacote de resgate. A Grécia precisa de um corte da dívida, igual ao que foi dado à Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, em 1953", propôs o ministro, que também

pleiteou que Berlim pague pela reparação de crimes nazistas

. "Todos os países europeus foram compensados pelos crimes cometidos pelos nazistas, exceto a Grécia", afirmou, se referindo ao ouro que soldados nazistas levaram de Atenas durante a guerra.

O ministro da Defesa também acusou a Alemanha de "interferir" em assuntos internos e

atacou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble

, que antes havia alertado que a Grécia poderia ser expulsa da zona do euro.

"Não entendo por que ele se volta contra a Grécia todos os dias em novas declarações. É como uma guerra psicológica e, com isso, Schäuble está envenenando as relações entre os dois países", afirmou Kammenos. O ministro também criticou as constantes acusações de corrupção na Grécia. "Também não é assim, que a Alemanha e Schäuble nunca cometeram erros", disse, lembrando o escândalo de suborno pelo qual Schäuble teve que renunciar à sua posição como líder da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Ainda em entrevista ao Bild, Kammenos ameaçou que seu país não receberia mais nenhum refugiado, em caso de uma saída da zona do euro, potencialmente criando uma crise de refugiados nas fronteiras da Europa. Ele afirmou também que Atenas estava enfrentando vários problemas graves após a União Europeia (UE) e os Estados Unidos terem impostos sanções à Rússia, devido ao envolvimento de Moscou nos conflitos no leste ucraniano.

UE critica desvio de foco de Atenas

Enquanto isso, autoridades europeias criticaram a atitude de Atenas. "Há reclamações demais de que os problemas gregos estão fora da Grécia e, agora, a vítima favorita é a Alemanha", disse o chefe do Eurogrupo e ministro das Finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem.

A Grécia e outros países da zona do euro estão envolvidos há bastante tempo numa discussão para elaborar um plano de resgate financeiro para Atenas até 1° de abril. Mas o processo está estagnado, pois os países-membros da UE, especialmente a Alemanha, pedem ao governo grego para que imponha mais medidas de austeridade e apresente um plano concreto para cortar gastos governamentais.

No entanto, o ministro da Defesa grego seguiu o discurso de seu premiê, Alexis Tsipras, e afirmou que os resgates e planos de poupança empobreceram a população. "As pessoas não se beneficiaram com os chamados pacotes de ajuda, que alcançaram somente os bancos. A população não tem trabalho, mas os preços continuam subindo", concluiu Kammenos.

PV/afp/rtr/ots

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