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Mundo

Ministro adverte para atentados na Alemanha

Um dia após a prisão de onze supostos terroristas islâmicos, em buscas simultâneas em dez cidades alemãs, o ministro alemão do Interior, Otto Schily, advertiu para atentados na Alemanha.

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Otto Schily: instuições americanas e judaicas são alvos prováveis

Vários presos foram apresentados ao Supremo Tribunal, em Karslruhe, nesta quarta-feira, sob acusação de planejar atentados na Alemanha. Eles fazem parte do grupo terrorista palestino Al Tawhid e o procurador geral da República, Kay Nehm, não exclui que tenham ligações com a organização Al Qaeda do terrorista saudita Osama Bin Laden.

Em conseqüência do resultado das buscas, o governo do chanceler federal, Gehard Schröder, decidiu estabelecer maior prioridade à luta contra o terrorismo. Para facilitar a perseguição e punição de membros e de quem apóia organizações terroristas, o gabinete social-democrata e verde decidiu, em Berlim, nesta quarta-feira (24), introduzir um novo parágrafo na lei antiterror aprovada depois de 11 de setembro. O Parlamento vai aprovar a reforma já nesta sexta-feira (24).

O gabinete decidiu, ao mesmo tempo, criar um fundo de dez milhões de euros para as vítimas e famílias do atentado na frente de um sinagoga em Djerba, há duas semanas, em que morreram 16 pessoas, entre elas 11 turistas alemães. Muitos feridos continuam hospitalizados em estado grave na Alemanha. O governo exclui, todavia, ligações da explosão de um caminhão carregado de gás de cozinha na ilha da Tunísia com a Al Qaeda ou o grupo terrorista palestina Al Tawhid.

Um dos líderes do grupo estaria no Irã desde o início de 2002, segundo divulgou o jornal alemão Tagesspiegel, baseado em informações do serviço secreto BND. O homem de nome Ahmed Fadik Al-Khalalilah, cuida lá dos interesses dos membros do Al Tawhid que teriam lutado junto com os talibãs e a Al Qaeda e depois fugido do Afeganistão. Ahmed Fadik Al-Khalalilah abasteceria os combatentes com passaportes falsos para continuar viagem a terceiros países.

O líder religioso do grupo Al Tawhid seria o jordaniano Abu Katatah, mas não teria nada a ver com os combatentes da resistência palestina ou os grupos radicais islâmicos Hamas e Jihad (guerra santa), segundo informou o perito egípcio em extremismo islâmico, Diaa Raschaewan, à agência de notícias alemã DPA. Os rapazes do Al Tawhid seriam defensores de "uma internacional de terror islâmico" e teriam sido recrutados entre muçulmanos de diversas nacionalidades como "guerreiros de Deus", entre eles muitos argelinos.

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