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Economia

Ministra defende maior poder de decisão para os pobres

Heidemarie Wieczorek-Zeul defende que países em desenvolvimento tenham maior influência nas decisões do Banco Mundial. Ela quer também a rápida retomada das negociações fracassadas em Cancún.

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Wieczorek-Zeul quer mudanças estruturais no Banco Mundial

No encontro anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que está sendo realizado em Dubai, a ministra alemã de Cooperação Econômica defendeu que o retorno à mesa de debates após o fracasso de Cancún não só é de interesse dos países em desenvolvimento, como daria novos impulsos à conjuntura mundial.

Para Heidemarie Wieczorek-Zeul, as negociações multilaterais entre OMC e outras organizações são a oportunidade ideal para os países em desenvolvimento imporem seus interesses.

Segundo a política social-democrata, estas nações devem receber maior poder de influência nas decisões da Comissão de Desenvolvimento do Banco Mundial, o principal credor dos países em desenvolvimento. No ano fiscal encerrado em junho, o Banco Mundial concedeu créditos e subvenções no montante de 18,5 bilhões de dólares a 240 projetos realizados em países em desenvolvimento.

Reformas no sistema de votação

Pela primeira vez na história da OMC, estes países defenderam seus interesses em bloco fechado na conferência de Cancún e não se deixaram dividir pelas nações ricas. Um consenso elogiado pela ministra alemã, que espera o mesmo em negociações futuras. Ela e seu colega de gabinete Wolfgang Clement, da Economia, pleiteiam uma rápida retomada das negociações fracassadas no México.

Para evitar novos confrontos, que impeçam a tomada de decisões, por exemplo no Banco Mundial, Wieczorek-Zeul quer que os países pobres exerçam maior influência nas decisões tomadas pelo Banco Mundial. As reformas em debate dentro do próprio banco são insuficientes, segundo a ministra. Para ela, é preciso ir mais longe, com mudanças estruturais e no sistema de votação.

Na concepção de Wieczorek-Zeul, projetos importantes deveriam depender de duas maiorias: uma dos representantes das nações desenvolvidas e outra dos de países em desenvolvimento. Desta forma, as decisões teriam um caráter mais justo, defende a ministra.

Reivindicações encaminhadas

A ministra alemã de Cooperação Econômica defende também "alterações substanciais" no peso dos votos das nações pobres. "A equiparação dos direitos de voto ao nível de quando o Banco Mundial foi fundado significaria um aumento de 43% na percentagem de votos dos países em desenvolvimento", assinala.

Embora a ministra não acredite que nesta assembléia anual em Dubai sejam tomadas decisões importantes para fortalecer a posição das nações em desenvolvimento, ela considera importante que as reivindicações sejam apresentadas agora, mesmo que eventuais mudanças só aconteçam num próximo encontro.

A assembléia anual do Banco Mundial e do FMI no emirado árabe termina nesta quarta-feira (24/09). O encontro tem a participação de ministros das Finanças, do Desenvolvimento e dos presidentes dos bancos centrais dos 184 países membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Paralelamente, realiza-se um gigantesco encontro de representantes dos bancos privados com atuação internacional, dedicado à análise da economia mundial.

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