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Alemanha

Ministra anuncia "força-tarefa educação"

A divulgação oficial dos resultados dos estados alemães no estudo internacional Pisa vai ser no dia 27 de junho. Mas os dados já transpareceram, dando origem a controverso debate político.

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Os péssimos resultados alcançados pelos estudantes alemães no estudo internacional Pisa colocaram nas manchetes um tema que dificilmente ocupa lugar de destaque nos debates nacionais: a educação. Neste fim de semana, a discussão se acirrou, desde que transpareceram os resultados dos 14 estados alemães que participaram da comparação internacional e que, oficialmente só serão divulgados no dia 27.

A ministra da Educação e Pesquisa, Edelgard Bulmahn, anunciou a criação de uma "força-tarefa educação", com a meta de colocar a Alemanha, no prazo de dez anos, entre os cinco primeiros países industrializados do mundo no quesito educação.

Bulmahn garante que sua intenção não é mexer na questão das competências, já que na Alemanha a educação é uma atribuição dos estados federados. "Mas nós precisamos agora de uma resposta nacional ao Pisa, quer dizer, de um relatório nacional sobre a educação e de um conselho de peritos, semelhante ao que existe no setor da economia."

Uma das primeiras decisões do governo federal foi destinar aos estados 4 bilhões de euros para uma reforma do ensino nos próximos cinco anos. A intenção é transformar, até 2007, um quarto das 40 mil escolas alemãs em estabelecimentos de funcionamento em período integral.

Desempenho escolar x campanha eleitoral

Segundo os dados que transpareceram no fim de semana, três estados federados se destacaram nas provas que avaliaram a compreensão de textos e os conhecimentos de matemática e ciências naturais: Baviera, Baden-Württemberg e Saxônia. Todos eles têm, de longa data, governos conservadores, liderados pela União Democrata Cristã ou União Social Cristã. Os estados lanterninhas são (Brandemburgo e Bremen) ou eram até pouco tempo (Saxônia-Anhalt) governados pelos social-democratas.

Os resultados detonaram um controverso debate político, cuja intensidade tem muito a ver com o fato de que a Alemanha está em plena campanha eleitoral para a escolha do novo governo federal. As duas Uniões, que têm como candidato conjunto a chanceler federal Edmund Stoiber, o atual governador da Baviera, vêem nos resultados uma confirmação de seu sistema de ensino, baseado na seleção e na exigência de alto desempenho. Os social-democratas, por sua vez, que atuam tradicionalmente no sentido de popularizar o ensino, acusam esse sistema de elitista.

As reivindicações e sugestões pipocam de todos os lados. Há consenso geral quanto à necessidade de uma reforma do ensino, mas ouvem-se também vozes que alertam para decisões apressadas e de motivação ideológica. (lk)

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