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Alemanha

Ministério público alemão investiga forcas para Merkel e Gabriel

Símbolo ostentado em mais recente passeata do Pegida pode dar multa e até cinco anos de prisão. Políticos falam de "desmascaramento" da verdadeira ideologia dos que organizam protestos "anti-islamização" há quase um ano.

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Cadafalso com forcas para chanceler federal e seu vice chamaram atenção de autoridades

Na manifestação do movimento Pegida (sigla em alemão para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente"), na noite desta segunda-feira (12/10) em Dresden, destacava-se um cadafalso de madeira rotulado "Alemanha".

De dois laços de forca, pendiam cartazes de papelão com os dizeres: "Reservado para Angela 'Mamãezinha' Merkel" (a chefe de governo alemã) e "Reservado para Siegmar 'a Ralé' Gabriel" (grafia errada do nome do ministro da Economia e vice-chanceler federal, Sigmar Gabriel).

Em reação, o Ministério Público de Dresden abriu inquérito contra pessoa desconhecida. As acusações são de desacato à ordem pública por ameaça de atos criminosos e instigação pública a atos criminosos. A polícia está examinando o material fotográfico disponível, a fim de determinar a identidade do suspeito. Caso confirmado, o delito é passível de multa ou pena de prisão de até cinco anos.

Dresden Pegida Demonstration

Merkel como agente do serviço secreto dos EUA, não às burcas também foram imagens usadas em Dresden

Desmascarada "verdadeira ideologia" do Pegida

Quase um ano após o início das manifestações semanais do Pegida em Dresden e Berlim, o

evento público "anti-islamização" desta segunda-feira

reuniu quase 9 mil simpatizantes.

Políticos dos maiores partidos alemães se manifestaram indignados pela presença numa passeata de um símbolo tão agressivo, dominado pelo incitamento à violência contra membros do governo federal.

Para Peter Tauber, secretário-geral do partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), alguém que carrega uma forca pelas ruas se encontra fora do debate democrático. E se alguém é "burro demais" para grafar incorretamente o nome do vice-premiê, "então, sinceramente, isso a desqualifica mais uma vez, adicionalmente".

A encarregada para Assuntos de Migração do governo federal alemão, Aydan Özoguz, apontou uma preocupante "brutalização do clima político". Ela pertence ao Partido Social-Democrata (SPD), que integra a coalizão governamental em Berlim.

Segundo comentou a vice-presidente do SPD, Manuela Schwesig, no microblog Twitter, o episódio desmascararia a verdadeira ideologia dos manifestantes do Pegida, que insistem em se fazer de cidadãos normais.

AV/afp/epd/dpa

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