Ministério da Saúde anuncia fim da emergência por zika e microcefalia | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 11.05.2017
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Saúde

Ministério da Saúde anuncia fim da emergência por zika e microcefalia

Decisão ocorre 18 meses após a declaração do estado de emergência, quando se registrou um surto de microcefalia no país. Casos de zika caem 95% no primeiro trimestre de 2017.

O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika (Reuters/J.-C. Ulate)

O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (11/05) o fim da emergência nacional em saúde pública em decorrência do vírus zika e sua associação com a microcefalia, em meio a uma queda no número de casos registrados no Brasil.

Segundo o ministério, o país deixou de preencher os requisitos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para manter o estado de emergência. Do início do ano até 15 de abril foram registrados 7.911 casos de zika em todo o país, uma redução de 95,3% em relação ao mesmo período de 2016, quando ocorreram 170.535 notificações.

Já os casos de microcefalia não registram aumento expressivo desde maio de 2016. Ao todo, desde o início da situação de emergência, em novembro de 2015, o Ministério da Saúde recebeu 13.490 notificações de casos de microcefalia, sendo 2.653 posteriormente confirmados.

Neste ano, foram confirmados 230 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, enquanto 2.837 suspeitas continuam sendo investigadas pelo órgão público.

Segundo o ministério, o conjunto de ações voltadas para o combate ao mosquito Aedes aegypt, transmissor do zika, contribuiu para a diminuição dos casos, bem como a proteção pessoal da população.

Na prática, o fim do estado de emergência não vai alterar as políticas públicas de enfrentamento ao Aedes ou a assistência às crianças e mães, afirmou o órgão.

O fim da emergência no Brasil já foi comunicado à OMS e ocorre 18 meses após seu início, em novembro de 2015, quando foi registrado um surto de casos de microcefalia no país, principalmente no Nordeste. A malformação foi posteriormente relacionada ao vírus zika.

A OMS, por sua vez, declarou o surto de zika uma emergência em saúde pública de importância internacional em fevereiro de 2016, retirando o status em novembro do mesmo ano.

EK/abr/ots

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