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Economia

Ministério autoriza fusão de empresas de gás na Alemanha

A E.ON alemã pode comprar a Ruhrgas, graças a uma licença especial do Ministério da Economia que derrubou o veto das autoridades anticartel. Com a união das duas companhias surge um novo gigante na Europa.

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As centrais da Ruhrgas (Essen) e da E.ON (Düsseldorf)

A compra da companhia de gás Ruhrgas pelo grupo E.ON ganhou sinal verde do Ministério da Economia da Alemanha nesta sexta-feira (05). A fusão foi autorizada por uma licença especial que derrubou o veto do Departamento Federal Anticartel. Com a transação, a E.ON alemã tornou-se o maior fornecedor privado de gás da Europa.

As associações de defesa do consumidor criticaram a autorização, por temerem que a concentração no mercado de gás prejudique a livre concorrência, provocando aumento dos preços.

A decisão foi anunciada em Berlim pelo subsecretário Alfred Tacke, uma vez que o ministro da Economia, Werner Müller, deixou a decisão por conta dos tecnocratas de seu ministério. Único ministro sem partido no gabinete do chanceler federal Gerhard Schröder, Müller não quis expor-se a críticas de conflito de interesses por haver exercido antes um alto cargo na Veba, uma das empresas das quais resultou posteriormente o grupo E.ON.

Vantagens econômicas da fusão

Pelas leis alemãs, o ministério só pode derrubar as objeções das autoridades anticartel quando a fusão traz vantagens para a economia como um todo ou é de interesse da sociedade. Segundo Alfred Tracke, a fusão da E.ON com a Ruhrgas "contribui para reduzir os riscos dos preços, que resultam da demanda de longo prazo de gás e da oscilação das quantidades a curto prazo".

Ao unir-se ao grupo E.ON, a Ruhrgas poderá investir mais em infra-estrutura na produção de gás, tendo maiores chances de obter licenças de extração junto a companhias estrangeiras, como a Gazprom russa. A Rússia necessitará de investimentos de vários bilhões de dólares nos próximos anos para garantir o abastecimento de gás, negócio em que as empresas alemãs têm grande interesse. A Alemanha importa 80% do gás consumido no país, principalmente da Rússia e Noruega.

O preço que a E.ON terá de pagar

A E.ON, contudo, terá que fazer concessões para assumir a liderança no mercado europeu de gás e tornar-se um global player. A fim de compensar eventuais desequilíbrios no mercado alemão, o ministério impôs a condição de que a Ruhrgas venda sua participação na companhia VNG, que atua no leste alemão, e se desfaça ainda de várias participações menores em outras companhias.

O grupo E.ON também deverá separar a rede de abastecimento do comércio de gás, para evitar a discriminação dos concorrentes. Para que estes tenham melhor acesso ao produto, o novo gigante comprometeu-se a vender-lhes, nos próximos três anos, 75 bilhões de quilowatt/hora de gás.

A autorização do ministério diz respeito à compra de 60% da Ruhrgas. Nesta semana, porém, a E.ON já entrou em entendimento com a ExxonMobil, a Schelle e o grupo TUI/Preussag para comprar os restantes 40% da empresa alemã. A E.ON informou que pagará 4,1 bilhões de euros por essa parcela das ações. O preço total da aquisição da Ruhrgas é estimado em 10 bilhões de euros.