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Mundo

Militares lutam no combate às enchentes

Entre os milhares de pessoas que lutam, incansáveis, ao longo do Rio Elba, para reforçar os diques com sacos de areia, ou ajudam na evacuação de pessoas das áreas ameaçadas, encontram-se 19 mil soldados.

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Soldado alemão resgata uma mulher das cheias em Dresden

Longe da mentalidade napoleônica de forças maiores, acima do cotidiano, o contingente considerável da Bundeswehr deixou a rotina das casernas, relegando a um plano inferior os preparativos militares tradicionais para enfrentar inimigos reais ou hipotéticos. As Forças Armadas alemãs enfrentam no momento um inimigo real – as águas com seu poder de destruição avassaladora, que já causaram prejuízos de vários bilhões de euros. A ajuda prestada pelos militares alemães em catástrofes independe do partido que governa o país.

Na última grande enchente, no leste alemão, em 1997, a Alemanha era governada por uma coalizão de centro-direita democrata-cristã-liberal e foram mobilizados 15 mil soldados. Eram quatro mil militares a menos do agora, mas a catástrofe de 2002 é também muito maior.

Aviões de reconhecimento

O ministro da Defesa, o deputado social-democrata Peter Struck, visitou as primeiras áreas atingidas pela cheia do Rio Danúbio e prometeu ajuda imediata. Na segunda-feira (19), o político de centro-esquerda anunciou que aviões de reconhecimento estavam (e continuam) ajudando a constatar a dimensão das inundações e também no transporte de sacos de areia e de alimentos para milhões de vítimas.

As imagens fornecidas pelos aviões militares são fundamentais para as medidas de prevenção, como evacuação de populações inteiras e reforço de diques. Graças às precauções, o número de vítimas fatais (19 mortos) é proporcionalmente pequeno para a dimensão da catástrofe.

Duração e custos

A duração e os custos da operação militar pouco interessam, segundo o ministro, embora os comandantes militares e a oposição conservadora no Parlamento em Berlim reclamem de parco orçamento militar.

"A Bundeswehr está na maior ação de combate a uma catástrofe de sua história", disse o ministro da Defesa, "e o que está acontecendo nas áreas inundadas e o serviço prestado pelos militares ultrapassam os limites". A jornada de trabalho dos soldados no reforço dos diques é de 12 horas. Para o inspetor-geral do Exército, general Wolfgang Schneiderhan, a participação militar atual no combate às enchentes mostra o quanto é bom manter o contato tradicional da tropa com organismos civis de proteção contra catástrofes.

Para o ministro da Defesa, as Forças Armadas não poderiam ficar inertes frente às inundações. "É uma catástrofe natural de proporções inéditas no país. Sobrevoando de helicóptero, vê-se áreas inundadas de quatro quilômetros de largura, e entre os dois extremos, em algum ponto, está o curso normal do Elba ou de afluentes. Aí se reconhece o perigo porque vê-se as águas subir e não se sabe que altura alcançarão dentro de uma hora".