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Mundo

Milhares protestam contra governo na Polônia

"Vamos defender a democracia": milhares de poloneses participam de manifestações em todo o país contra o governo conservador-nacionalista, acusando-o de violar o princípio da separação de poderes.

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População de Wroclaw foi às ruas protestar contra governo

De acordo com a TV estatal polonesa, neste sábado (19/12) foram registrados protestos em mais de 20 cidades do país contra o governo conservador-nacionalista da primeira-ministra Beata Szydlo. Nas cidades de Poznan e Gdansk, por exemplo, a emissora informou que mais de 4 mil pessoas participaram das manifestações.

Devido a uma ameaça de bomba, no entanto, o protesto central na capital Varsóvia foi interrompido precocemente depois de duas horas. Segundo um porta-voz da polícia, houve um telefonema anônimo e a decisão de suspender a manifestação partiu dos organizadores.

No início da passeata, os manifestantes levantaram faixas em frente ao Parlamento em Varsóvia com os dizeres "Não à ditadura" ou "Tire as mãos do Tribunal Constitucional", depois cantaram o Hino Nacional polonês. Entre os participantes da manifestação na capital do país, estava o ex-ministro do Exterior Radek Sikorski. Protestos menores também aconteceram em Berlim, Londres e Bruxelas.

A convocação para os protestos e para a "resistência contra uma Polônia sem direitos" foi feita pelo Comitê para a Defesa da Democracia (KOD), que acusa o governo do Partido da Lei e da Justiça (PiS), da primeira-ministra Beata Szydlo, de querer obter controle sobre os poderes Judiciário e Legislativo.

Desde as últimas eleições em outubro, o partido conservador-nacionalista PiS detém a maioria absoluta nas duas câmaras do Parlamento. O PiS utilizou essa maioria para impor uma reorganização do Tribunal Constitucional da Polônia, após intensos debates no Parlamento, na última quinta-feira.

De acordo com a reestruturação do órgão máximo da Justiça do país, futuramente, as decisões do tribunal serão possíveis somente com maioria simples, em vez da atual maioria de dois terços. Dada a recente polarização da Polônia pela disputa acirrada em torno do Tribunal Constitucional, o ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz Lech Walesa alertou para uma "guerra civil".

CA/dpa/afp/dw

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