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Mundo

Milhares deixam Gaza para escapar de bombardeios israelenses

Número de mortos do lado palestino chega a 172. Conflito entra no sétimo dia e não dá sinais de arrefecimento. Reino Unido, França, Alemanha e EUA debatem solução.

Dezenas de milhares de residentes da Faixa de Gaza deixaram suas casas na madrugada desta segunda-feira (14/07) para escaparem da ofensiva israelense, ignorando as orientações do grupo islâmico radical Hamas para ignorarem os alertas de bombardeios.

Segundo a ONU, nas últimas 24 horas 17 mil palestinos, a maioria do norte de Gaza, procurou abrigo em espaços para refugiados.

Enquanto o conflito entra em seu sétimo dia, duas casualidades confirmadas pela manhã elevaram o número de mortes para 172 no lado palestino, sendo um terço civis, de acordo com o ministro da Saúde, Ashraf Al-Qedra.

O maior número de fatalidades foi registrado no sábado, com 56 mortos, incluindo 18 pessoas que morreram num único ataque a uma casa em Gaza. Bombardeios no domingo vitimaram outros oito palestinos, enquanto que uma mulher e um homem faleceram na manhã desta segunda em decorrência de lesões provocadas por ataques anteriores. Entre as vítimas estão dezenas de crianças e mulheres, além de nove idosos. O número de feridos ultrapassa os 1.100.

Até o momento não há mortos do lado israelense, embora o Exército afirme que 715 mísseis foram lançados contra o país desde o dia 8 de junho, início da Operação Margem de Proteção. Desses, segundo uma porta-voz do Exército, 160 teriam sido interceptados.

Além disso, pela primeira vez um projétil disparado da Síria atingiu o setor ocupado de Israel, que respondeu com artilharia contra o país vizinho. Fontes militares israelenses alegam ter atingido 1.320 "alvos terroristas" ao longo de Gaza no período.

Nenhum dos lados demonstra interesse em conversar para que se chegue a um cessar-fogo, mas diplomatas do Reino Unido, da Alemanha, da França e dos Estados Unidos vão se encontrar em Viena para debater uma saída.

O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, pretende passar a segunda e a terça-feira na região para conversar com representantes de Israel e da Palestina para encontrar uma solução para o conflito, de acordo com informações de seu gabinete.

Diante da crise, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que pedirá ao chefe da ONU, Ban Ki-moon, para que coloque o Estado da Palestina sob o sistema de proteção internacional da instituição. Em agosto, os palestinos também deverão pedir ao Comitê de Eliminação da Discriminação Racial para que designe Israel como um "Estado de Apartheid", assim como um encontro de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A escalada da violência começou em junho, com a morte de três jovens israelenses. Posteriormente, o sequestro e assassinato de um adolescente palestino agravou o quadro.

Israel Bombardierung des Gaza Streifens 14.07.2014

Local atingido por um míssil israelense, nas proximidades da cidade de Gaza

IP/dpa/afp