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Mundo

Milhares de egípcios deixam a Líbia

Após decapitação de cristãos coptas na Líbia pelo "Estado Islâmico", trabalhadores egípcios começam a deixar país. Governo do Egito freta aviões e incentiva retorno.

Mais de 25 mil egípcios já retornaram para o Egito, oriundos da vizinha Líbia, desde que o grupo terrorista "Estado islâmico" (EI) divulgou um vídeo mostrando a

execução de 21 cristãos coptas egípcios

, há duas semanas, segundo informações do Ministério do Exterior divulgadas nesta sexta-feira (27/02).

Em retaliação, o Egito realizou

ataques aéreos contra alvos jihadistas na Líbia

e convocou seus cidadãos expatriados em terras líbias a voltar para o país, por questões de segurança. De acordo com o ministério, 21.407 atravessaram a fronteira através do município de Sallum, no norte, enquanto outros 4.122 foram à Tunísia, de onde pegaram um dos voos fretados pelo governo egípcio.

Na segunda-feira passada, o porta-voz do ministério, Badr Abdelati, afirmou não se tratar de uma operação de evacuação, mas de uma "decisão voluntária" dos cidadãos de retornar ao país. O presidente Abdel Fattah al-Sisi, porém, ordenou a proibição de viagens de egípcios à Líbia, assim como a facilitação da repatriação.

Não há números precisos com relação ao volume de egípcios morando e trabalhando na Líbia, mas levantamentos estimam que centenas de milhares ainda vivam no país vizinho.

Antes da revolução que derrubou o ditador Muammar Kadafi, em 2011, cerca de 1,5 milhão de egípcios trabalhavam no país rico em petróleo, a maioria nos setores da construção civil e de serviços. Milhares fugiram durante o sangrento período que se seguiu. A contínua instabilidade política e conflitos entre milícias rivais levaram a uma redução ainda mais drástica no número de expatriados egípcios na Líbia.

MSB/afp/ap

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