Milhares de atletas celebram os Gay Games em Colônia | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 30.07.2010
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Esporte

Milhares de atletas celebram os Gay Games em Colônia

Serão sete dias de competições em 35 modalidades esportivas. Além de pregar a tolerância no esporte, organizadores atentam às questões de segurança do público.

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Jogos pregam tolerância no meio esportivo

Pela primeira vez, a Alemanha recebe os Gay Games – os jogos olímpicos do universo homossexual. A cidade de Colônia vai hospedar os 10 mil atletas de 70 países para o torneio, que começa neste sábado (31/07).

A abertura do evento será feita por Guido Westerwelle, ministro alemão de Relações Exteriores e patrono dos jogos. "É a primeira vez que participo, e me alegra, naturalmente, o fato da competição acontecer na região do Reno, de onde vim", comenta Westerwelle.

Os Gay Games são disputados em 35 modalidades esportivas durante uma semana de competição. Eles acontecem a cada quatro anos. O evento prega a tolerância: heterossexuais são bem-vindos. A organização aguarda a presença de mais de um milhão de espectadores.

"Além do grande evento esportivo, queremos enviar um sinal à sociedade. Nós queremos mostrar que a exclusão de gays e lésbicas deve acabar", disse o presidente dos jogos, Michael Lohaus.

Mattew Mitcham, australiano que levou o ouro olímpico no salto ornamental nos Jogos de Pequim, em 2008, também participará do evento – o atleta revelou sua homossexualidade depois de ganhar a medalha.

A cidade de Colônia abriga o SC Janus, o maior clube esportivo de gays e lésbicas da Europa. "É uma cidade tradicionalmente tolerante e aberta. O evento pode fazer uma contribuição importante para fortalecer a aceitação social do estilo de vida de pares do mesmo sexo", diz o prefeito, Jürgen Roters.

Gay Games in Köln

Cartaz anuncia a competição em Colônia

Preconceito

A homossexualidade, no entanto, ainda é tema tabu no meio esportivo. Em outros círculos, como no político e nos negócios, o assunto é abordado de forma mais aberta do que no esporte, como indica um estudo feito pela pesquisadora Claudia Combrink, do Instituto da Sociologia do Esporte, da Escola Superior de Educação Física de Colônia.

"O esporte traz automaticamente o uso do corpo, a proximidade, a intimidade e o contato com outros da equipe. E quem assume a homossexualidade corre sempre o risco de que colegas reajam com medo do contato", analisa Combrink.

Segundo a pesquisadora, eventos como o Gay Games podem influenciar positivamente o meio esportivo a adquirir mais tolerância, e ajudar a quebrar a adoção de estereótipos no meio.

Segurança

Depois da tragédia na Love Parade, em Duisburg, no último sábado, quando 21 pessoas morreram pisoteadas pela multidão, os organizadores do evento em Colônia prometem rever criticamente o conceito de segurança da competição. "Sei que estamos muito bem organizados", disse Lohaus sobre essa questão.

Uma atenção especial está concentrada na festa de abertura, no estádio RheinEnergie, que deve reunir 35 mil visitantes. "Mas estádio lotado é uma situação que já conhecemos devido aos jogos de futebol", concluiu Michael Lohaus.

NP/dpa/apn
Revisão: Roselaine Wandscheer

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