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Mundo

Milícia ataca hotel com funcionários do governo na Somália

Militantes islâmicos do al-Shabaab explodem carro-bomba e invadem local onde políticos se reuniam em Mogadíscio. Atentado mata ao menos dez pessoas. Embaixador do país na Suíça e na ONU pode estar entre as vítimas.

Militantes do al-Shabaab, grupo radical islâmico somaliano com conexões à organização terrorista Al Qaeda, realizaram nesta sexta-feira (27/03) um ataque contra um hotel na capital da Somália, Mogadíscio, causando ao menos dez mortes. Outras 12 pessoas, no mínimo, ficaram feridas, comunicou a policia local. Ao menos seis dos agressores estariam mortos.

A agência de notícias espanhola Efe, citando fontes de segurança somalianas, noticiou a morte de 21 pessoas. Entre as vítimas, estaria o embaixador da Somália na Suíça e no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Yusuf Mohamed Ismail Bari-Bari.

A explosão de um carro-bomba, seguida de um ataque de homens armados – uma das marcas táticas dos militantes do al-Shabaab – visou o hotel Maka al-Mukarama, no centro da capital da Somália. Segundo testemunhas, no momento da primeira explosão, diversos parlamentares, políticos, funcionários do governo e até embaixadores estariam no hotel. Seguiram outras quatro explosões, antes da invasão de homens armados, que saíram atirando contra as forças de segurança.

"Há mortos e feridos, mas não sabemos o número exato de vítimas", disse o porta-voz da milícia, Abdulaziz Abu Musab. Ele também confirmou que o al-Shabaab está por trás dos ataques, alegando que dentro do hotel homens armados estavam "no controle da área".

"Os combatentes 'mujahedins' estão conduzindo uma operação visando os líderes dos apóstatas em Mogadíscio. Nossas forças especiais invadiram um hotel onde altos funcionários estavam reunidos", relatou Musab.

Os radicais islâmicos estão lutando para derrubar o governo e expulsar as forças da União Africana que o apoiam. O al-Shabaab, que significa "juventude" em árabe, surgiu a partir da insurgência contra a Etiópia, cujas tropas invadiram a Somália em 2006, em ação apoiada pelos Estados Unidos para derrubar a União dos Tribunais Islâmicos, que estava controlando Mogadíscio.

PV/rtr/afp/lusa

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