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Cultura

MidemNet discute sobrevivência de músicos na era digital

Na feira da indústria musical em Cannes, fórum MidemNet discute alternativas para garantir a renda e o respeito aos direitos autorais de músicos no mundo digital.

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MidemNet: preocupação com os direitos autorais dos músicos

Cerca de 4500 empresas de 100 países participam do Mercado Internacional de Discos e Edição Musical (Midem), a maior feira mundial da indústria musical, que apresenta as novidades do setor até a próxima quinta-feira (25/01) em Cannes. Paralelamente ao evento, o fórum MidemNet discute uma questão crucial para os músicos: como sobreviver na era digital?

Dados divulgados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) revelam que as vendas legais de música digital duplicaram em 2006, dando um lucro de cerca de 1,5 bilhão de euros, 10% do total do mercado. "Em 2010, cerca de 25% da produção musical poderá ser vendida pela internet", prevê o presidente da entidade, John Kennedy.

Segundo a IFPI, na Alemanha o mercado de música digital cresce num ritmo ainda bastante lento. O número de títulos baixados no país aumentou de 19 milhões para 24 milhões no ano passado, sem contar os álbuns inteiros vendidos online e que não entram nas estatísticas das faixas isoladas.

"Internet é um avião"

Frankreich Musikfestival MIDEM 2007

Will.I.am: indústria musical é lenta demais

A banda norte-americana Shiny Toy Guns, por exemplo, conseguiu distribuir suas músicas em todo o mundo e ganhar fama apenas via internet, usando uma página na plataforma MySpace. "Uma ferramenta que todo músico deveria aproveitar", sugere Jeremy Dawson, co-fundador da banda.

Ele argumenta que "as redes sociais não têm fronteiras, são globais. Pode-se alcançá-las sempre, em todos os gêneros e faixas etárias, e até usá-las para atividades de marketing". Mesmo assim, essas redes não substituem o mercado convencional dos shows e das tournées, acrescenta.

Dawson compara a internet a um avião. "Além do rádio e da televisão, agora se tem três em vez de dois aviões com os quais se pode voar. Os três funcionam como uma unidade, um não irá destruir o outro", afirma.

Novo sistema de licença

Também a EMI Music Publishing, maior editora musical do mundo, aposta nas redes sociais e na crescente expansão da comunicação móvel. "Se criarmos um bom sistema de licenças, o mercado musical continuará florescendo. Caso contrário, os pessimistas terão razão e a pirataria vai tomar conta, mas não vamos permitir isso", garante o presidente da empresa, Roger Faxon.

Atualmente, cada região do globo ainda tem seu próprio sistema de licença de utilização de músicas, o que é um problema. Na Europa, essa é uma tarefa das sociedades de gestão de direitos autorais, como a Gema na Alemanha.

"Mas essas entidades não acompanharam o ritmo da digitalização para garantir os direitos autorais. Por isso, cooperamos com a Gema alemã e a Alliance britânica para criar uma sociedade pan-européia que simplifique o sistema de licenças", diz Faxon.

Participação na receita publicitária

Um exemplo de como pode funcionar o financiamento dos artistas é o Spiral Frog, que se define como serviço alternativo ao download ilegal de música. O Spiral Frog também pretende marcar pontos oferecendo músicas de melhor qualidade do que as redes de troca de música na internet.

Os usuários podem baixar as músicas gratuitamente, mas os detentores dos direitos autorais têm participação na receita publicitária. "Aqui, o consumidor final paga indiretamente pelo copyright através da publicidade, cujos custos estão embutidos nos preços dos produtos, que, esperamos, ele compre no futuro", explica Peter Ende, presidente da EMI Europa.

Frankreich Musikfestival MIDEM 2007

Midem reúne empresas do setor musical de 100 países

Já Will.i.am, da banda Black Eyed Peas, reclama da lentidão da indústria musical em reagir às novas tecnologias. "O anacrônico modelo CD simplesmente não tem mais mercado. Esperar que as crianças de hoje, que crescem em meio a todos esses brinquedos eletrônicos, comprem aquilo que seus irmãos compraram há dez anos, não funciona. Uma banda num invólucro de plástico não significa mais nada", diz.

Apesar disso, ele está convencido de que as gravadoras ainda têm futuro: para a produção de superestrelas. Porque nenhum artista estaria em condições de se promover a ponto de se transformar sozinho num novo Michael Jackson. Pelo menos por enquanto.

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