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Economia

Metalúrgicos reatam negociações mas mantêm greve

Mais de 170 mil trabalhadores já participaram desde a semana passada da greve dos metalúrgicos na Alemanha. O sindicato está otimista com as negociações que foram reatadas nesta quarta-feira.

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Funcionários da Bosch, em Stuttgart, com as bandeiras do IG Metall

Apesar de retomadas as negociações salariais no estado de Baden-Württemberg, prossegue a greve dos metalúrgicos na Alemanha, iniciada na semana passada (06/05). Em quatro estados do país, mais de 20 mil trabalhadores de 70 empresas participaram da paralisação nesta quarta-feira (15). O sindicato exige um aumento de 6,5%, mas os empregadores só se dispõem a conceder 3,3% e um abono único.

Como o Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall) recorreu a uma nova tática de "greve flexível", alternando as empresas, hoje foi a vez da fábrica da Opel, em Bochum, onde 4.300 trabalhadores cruzaram os braços, com o que não foram montados 110 veículos. A greve também atingiu a fábrica da Miele, em Guestersloh, com 3.100 funcionários e a montadora da DaimlerChrysler em Stuttgart, com 8.500 funcionários. Manifestações sindicais ocorreram em cidades grandes como Colônia e Essen, mas também em Remscheid, Olpe, Bocholt, Hamm e Muenster.

Embora as negociações, retomadas na manhã desta quarta-feira, ainda não tenham dado resultado, ambas as partes estão otimistas. "A negociação em si já é o primeiro sucesso da greve. Os sinais são de boas chances de conseguirmos um acordo", disse Klaus Zwickel, presidente do IG Metall.

Para o presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), Michael Rugowski, elas podem ser concluídas até o fim da semana. Um aumento salarial acima de 3,3%, contudo, poderia levar a mais corte de empregos, principalmente nas médias empresas, observou, analisando os possíveis efeitos de salários mais altos para a conjuntura econômica.