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Economia

Metalúrgicos realizam primeiras paralisações na Alemanha

O sindicato IG Metall exige 6,5% de aumento salarial. Como não chegou a um acordo até agora com os empregadores, as primeiras paralisações aconteceram em Brandemburgo e na Saxônia.

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Metalúrgicos durante protesto em Dresden

A fim de aumentar a pressão sobre os empregadores nas negociações salariais, o Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall) realizou as primeiras paralisações nesta segunda-feira (25). Nos estados de Brandemburgo e Saxônia, mais de 5 mil operários pararam o trabalho por uma hora, a maioria na fábrica da Volkswagen, em Zwickau. À tarde foi a vez da fábrica da Siemens, em Chemnitz.

A mobilização começou nos estados do leste porque ali não existe, como na parte ocidental da Alemanha, um prazo obrigatório que os sindicatos devam aguardar após o fracasso das negociações, que são realizadas por região. No setor ocidental, esse prazo se esgota à meia-noite de quinta-feira (27). Na Baviera, o sindicato anunciou as primeiras paralisações para a próxima segunda-feira (01).

Portando as bandeiras vermelhas do IG Metall e faixas, os operários distribuíram panfletos na Saxônia. Em Böblingen, estado de Baden-Württenberg, as negociações salariais para os 800 mil trabalhadores das indústrias metalúrgicas entraram na quarta rodada, que terminou sem resultados. A próxima negociação está marcada para 8 de abril. Cerca de 1500 operários realizaram passeata, protestando contra a oferta dos empregadores.

A contraproposta - Enquanto os metalúrgicos exigem 6,5% de aumento para os 3,6 milhões de trabalhadores, a federação dos empregadores do setor ofereceu aumento em duas etapas: 2% em 2002 e mais 2% em 2003. Outra reivindicação sindical é a introdução de uma sistema único de remuneração para operários e funcionários da área administrativa.

O presidente da Federação Alemã de Empregadores, Martin Kannegiesser, conclamou os sindicatos a suspenderem imediatamente as paralisações. "Essas formas de luta sindical provocam prejuízos econômicos e não se adaptam mais à cultura empresarial em nossas indústrias", disse o empresário, que expressou a esperança de que os sindicalistas ajustem suas reivindicações na próxima rodada.

Efeitos do conflito sindical - A ação da Volkswagen teve uma desvalorização de 2,8% nesta segunda-feira. Temendo que o conflito salarial se agrave, muitos investidores resolveram vender suas ações. "Salários mais altos aumentam os custos de pessoal das grandes empresas, e entre elas estão as montadoras", disse um corretor, em Frankfurt. Isso diz respeito a várias empresas e se a Volkswagen foi afetada hoje, isso se deve à paralisação em sua fábrica modelo em Zwickau.

Altos salários também são considerados pelo Banco Central Europeu (BCE) um fator de risco para a estabilidade monetária. Eles podem contribuir para o aumento da inflação. Nesse sentido, o BCE já havia criticado o aumento salarial de 6,5% reivindicado pelos metalúrgicos como exagerado.

"O Banco Central Europeu terá que ficar alerta para constatar se os aumentos salariais não vão exercer pressão sobre os preços", disse nesta segunda-feira (25) Ernst Welteke, presidente do BC alemão e membro do conselho do BCE.