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Economia

Metalúrgicos pedem aumento de 6,5%

O sindicato dos metalúrgicos da Alemanha anunciou que vai exigir uma reposição salarial da ordem de 6,5% e está disposto a bater de frente com o empresariado.

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Klaus Zwickel, presidente do sindicato dos metalúrgicos, não aceita as desculpas do empresariado

Uma semana e meia antes do começo da nova rodada de negociações sobre aumento salarial dos operários da Alemanha, um quadro de acirrados debates já se desenha na indústria de base. O sindicato de metalúrgicos do país decidiu nesta segunda-feira (28) pedir um aumento salarial de 6,5%.

O sindicato, que tem 3,6 milhões de filiados, não descarta a possibilidade de um confronto duro na rodada de negociações de 2002, prevista para começar na quinta-feira (07) da próxima semana.

Seu presidente, Klaus Zwickel, afirmou que, se as negociações não tiverem um resultado satisfatório até o dia 28 de março, os trabalhadores serão obrigados a fazer uma forte pressão nas fábricas em abril. Zwickel pediu aos empregadores uma discussão construtiva da questão salarial.

Uma outra reivindicação dos trabalhadores é a equiparação salarial entre os funcionários das linhas de produção e os empregados administrativos. A reclamação inédita visa unir as duas diferentes tabelas de vencimentos para cada uma dessas classes de trabalhadores.

Promessa não cumprida – Jürgen Peters, vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos, chamou a atenção dos empresários para a promessa de que baixos salários poderiam gerar mais postos de trabalho, principal preocupação econômica do país nos últimos anos. "Apesar dos baixos salários, novos empregos não foram criados. Pelo contrário, o aumento da produtividade colocou mais operários na rua", disse Peters.

Para viabilizar a reposição salarial de 6,5%, os sindicatos propuseram um aumento de 2% nos preços dos produtos finais e apostam num crescimento de também 2% da produtividade. O restante seria coberto com a redistribuição dos lucros da empresa e os ganhos obtidos com concessões feitas pelo sindicato em negociações anteriores.

O segmento dos trabalhadores da indústria química, por sua vez, acredita que a atual conjuntura do setor não vai permitir um aumento salarial da ordem de 6,5%. "As reivindicações do setor químico e de energia certamente não vão ser deste porte", disse o presidente do sindicato do setor, Hubertus Schmoldt.

Empresários culpam a conjuntura – Os empresários consideraram o pedido de aumento exagerado e fora do alcance dos patrões. Os empregadores alegam que o faturamento das companhias está reduzido e a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto alemão é de apenas 0,7% este ano.

A exigência dos operários foi classificada de irresponsável pelo presidente da Federação dos Empregadores da Alemanha, Dieter Hundt. "Quem exige tamanho aumento na atual situação econômica do país, está se comportando irresponsavelmente", criticou Hundt.

Martin Kannegiesser, presidente da Confederação das Indústrias Metalúrgicas da Alemanha, também criticou a reivindicação dos trabalhadores. Na opinião do líder dos empresários, greves causam danos sociais e econômicos irreparáveis para o setor. Ele acredita que a próxima rodada de negociações será a mais dura dos últimos anos.

Greves e ameaças – Outra pessoa preocupada com possíveis greves é o ministro do Trabalho, Walter Riester, que pediu paciência aos operários metalúrgicos. "Eu estou avisando para acabar com este cenário propício a greves. Isto prejudica os dois lados", afirmou o ministro.

Mas, por enquanto, os nervos, de patrões e empregados, parecem não estarem aptos para uma discussão amigável. Nesta segunda-feira (28), cerca de mil trabalhadores de estaleiros cruzaram os braços por meia hora nas portas do estaleiro da Thyssen, no Mar do Norte. O líder do protesto, Fritz Niemeyer, alertou os empresários. "Os ventos estão soprando cada vez mais fortes e logo podem se tornar um furacão".