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Economia

Metalúrgicos paralisam produção em vários estados

Cerca de 27 mil trabalhadores participaram das ações de paralisação do trabalho, que continuam na sexta-feira (05). O sindicato IG Metall exige aumento salarial de 6,5%. Os patrões só querem dar 2%.

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Apitos não podem faltar nas manifestações sindicais na Alemanha

Milhares de metalúrgicos participaram de paralisações do trabalho nesta quinta-feira (04) nos estados da Baviera, Turíngia e Renânia do Norte-Vestfália, para dar mais força à reivindicação de 6,5% de aumento salarial. Segundo o líder do Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall) na Baviera, Werner Neugebauer, a intransigência dos empregadores acabará levando a uma greve.

Os industriais indicaram que não vão recorrer ao chamado blecaute, isto é, o fechamento das fábricas, com suspensão de pagamento. Isso, porém, pode mudar se o IG Metall apelar para greves. "Em princípio, tanto a greve como o blecaute não são meios adequados num conflito trabalhista", disse o presidente da Federação das Indústrias Metalúrgicas de Baden-Württemberg, Otmar Zwiebelhofer.

2% é pouco - Na Turíngia, cerca de 3 mil operários de todo o estado reuniram-se na capital, Erfurt, em manifestação. Na sexta-feira, o sindicato pretende paralisar o trabalho na fábrica da Audi em Neckarsulm (Baden-Württenberg). Enquanto o IG-Metall exige 6,5%, os empregadores só se dispõem a dar um aumento salarial de 2%. O sindicato considera a oferta insuficiente, tendo em vista que os operários tiveram de contentar-se com aumentos que mal repuseram a inflação nos últimos anos. O setor emprega 3,6 milhões de pessoas da Alemanha.

Na Baviera, mais de 27 mil trabalhadores participaram da ação, deixando o trabalho por uma hora. O sindicato manifestou-se satisfeito com o "grande apoio". Somente em Schweinfurt, mais de 11 mil operários cruzaram os braços diante dos portões das fábricas. Na Renânia do Norte-Vestfália foram 6 mil operários, pois o sindicato costuma programar ações de forma escalonada e não em todas as empresas ao mesmo tempo.

Ameaças - Se os empregadores não se dispuserem a fazer concessão até 20 de abril, não escaparão de uma greve, ameaçou Neugebauer. Zwiebelhofer, por sua vez, lembrou os prejuízos que poderão causar longas greves. "Seria uma catástrofe para a indústria do setor", advertiu o líder sindical do sudoeste alemão.