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Economia

Metalúrgicos paralisam por aumento de 6,5%

Chanceler federal Gerhard Schröder voltou a advertir sobre as conseqüências da paralisação para a economia alemã. Cinco dias de greve causariam prejuízo de € 1,2 bilhão, diz instituto.

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Sindicato alemão dos metalúrgicos tem 2,6 milhões de filiados

Uma série de paralisações de advertência no setor metalúrgico e elétrico da Alemanha marca a semana que se inicia. Os metalúrgicos alemães querem o aumento salarial de 6,5%. As empresas ofereceram 3,3% e um abono único de 190 euros.

Em Sindelfingen, maior fábrica mundial da DaimlerChrysler, cerca de 32 mil operários deverão cruzar os braços até o turno da noite de terça-feira. Até a próxima sexta-feira, 87 empresas serão diretamente atingidas pelas paralisações.

As conseqüências da primeira greve dos metalúrgicos alemães nos últimos sete anos são imprevisíveis. O movimento pode atingir inclusive empresas do setor de telecomunicações, que fornecem, por exemplo, equipamentos para a indústria automobilística.

Enormes prejuízos - Na pior das hipóteses, as montadoras alemãs deixarão de produzir 24 mil automóveis por dia de greve. Segundo estimativas do Centro de Pesquisas Automobilísticas (CAR) em Recklinghausen, as perdas para a produção podem atingir 300 milhões de euros por dia. Deste total, 70% recaem sobre os fornecedores de autopeças.

Enquanto grandes grupos, como a DaimlerChrysler, suportam um prejuízo dessa ordem, ele pode ser fatal para empresas de médio porte, que perdem valiosos recursos para investimentos.

Efeito dominó – A paralisação numa única montadora pode atingir empresas que não têm ligação exclusiva com o setor metalúrgico. "Os efeitos negativos são inevitáveis. Um acordo coletivo forçado pela greve pode sair caro para as empresas. Um aumento salarial de 1% significa, para nós, despesas adicionais de 15 milhões de euros por ano", diz Paul Ballmeier, diretor financeiro da ZF, fabricante de autopeças de Friedrichshafen.

Com 2,68 milhões de filiados, o IG-Metall, sindicato alemão dos metalúrgicos, é o maior sindicato industrial do mundo. Até agora, já organizou nove greves. A mais longa foi em 1956 e durou quatro meses.

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