Metade dos recém-nascidos em países ricos chegará aos 100 anos, afirma estudo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.10.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Metade dos recém-nascidos em países ricos chegará aos 100 anos, afirma estudo

Estudo realizado por pesquisadores da Alemanha e da Dinamarca com dados coletados em 30 países industrializados estima que mais da metade dos bebês nascidos em 2007 deve comemorar o 100º aniversário.

default

Alemães nascidos em 2007 podem chegar aos 102 anos de idade

Caso a expectativa de vida nos países desenvolvidos mantenha o nível de crescimento registrado até agora, mais de 50% das pessoas que nasceram em 2007 na Alemanha poderão chegar aos 102 anos de idade. No Japão, a expectativa de vida poderá chegar aos 107.

É o que demonstra um estudo realizado pelo epidemiologista dinamarquês Karre Christensen e pelos pesquisadores Gabriele Doblhammer, Roland Rau e James Vaupel, do Instituto Max Planck de Pesquisas Demográficas em Rostock, na Alemanha. O artigo foi publicado na última sexta-feira (3/10) pela revista médica britânica The Lancet.

Mesmo que os tratamentos atuais de saúde não sejam aperfeiçoados, três quartos das crianças nascidas hoje chegarão pelo menos aos 75 anos. Uma análise da taxa de mortalidade nos três países que apresentam hoje a maior longevidade (Japão, Suécia e Espanha) comprova essa afirmação, dizem os pesquisadores.

Também a qualidade de vida na terceira idade deve melhorar. Segundo o estudo, pessoas mais velhas podem permanecer mais tempo saudáveis, mesmo que se aposentem mais tarde, caso a jornada diária de trabalho seja reduzida.

Aumento da longevidade não tem limites

Albanien Land und Leute Rentner in Tirana

Envelhecimento da sociedade vai provocar mudanças na aposentadoria

Os autores sugerem que, ao contrário do que se imaginava, não existe limite para a longevidade humana. "O aumento na expectativa de vida registrado sucessivamente há mais de 165 anos não leva a crer que venhamos a atingir um limite da longevidade", argumenta Christensen, pesquisador da Universidade do Sul da Dinamarca, em Odense.

Um dos indícios, segundo ele, é a contínua redução da taxa de mortalidade entre pessoas com mais de 80 anos nos países ricos. Dados de 30 países industrializados mostraram que, nos anos 1950, apenas 15% das mulheres e 12% dos homens nessa faixa etária tinham perspectiva de comemorar o 90º aniversário. "No ano de 2002, essa taxa subiu para 37% e 25%, respectivamente".

Para compor o estudo, os cientistas compararam dados de pesquisas realizadas no mundo inteiro entre 2004 e 2005 e que abordavam diferentes aspectos do envelhecimento. Eles perceberam que, na maioria dos países, a tendência é viver mais – só no século 20 a expectativa de vida aumentou em 30 anos.

Mudanças na sociedade

Glückliches Seniorenpaar

Segundo pesquisadores, tendência é viver mais e melhor

Em meados deste século, segundo demonstra um estudo de caso, a população alemã será claramente mais velha e menos numerosa. E isso vai significar "um desafio considerável para o sistema de saúde", preveem os cientistas.

O pesquisador norte-americano Richard Suzman, especialista em envelhecimento, prevê que o aumento na expectativa de vida vá trazer mudanças radicais na sociedade, incluindo a mudança da idade para aposentadoria. "Nós ainda estamos a cinco ou 10 anos do momento em que haverá no mundo mais pessoas acima dos 65 anos de idade do que abaixo dos cinco", diz ele. "Esses anos extras precisam ser financiados, e nós precisamos começar a refletir a esse respeito".

FF/dpa/ap
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais

Links externos