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Mundo

Metade dos alemães já presenciou assédio sexual no trabalho

Pesquisa indica que grande parte dos homens e mulheres já foi vítima ou observou alguma situação constrangedora no ambiente de trabalho, mas muitos não sabiam se tratar de uma forma de assédio definida por lei.

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (03/03) pela Agência Federal Antidiscriminação da Alemanha aponta que 49% das mulheres e 56% dos homens entrevistados já foram vítimas ou observaram alguma forma de assédio sexual no local de trabalho. No entanto, somente 17% das mulheres e 7% dos homens disseram saber que tais situações vivenciadas por eles eram definidas por lei como assédio.

Segundo a lei alemã, piadas, frases ou toque com conotação sexual, assim como mostrar imagens pornográficas, são formas de assédio sexual. Além de ignorar tais definições e direitos de proteção garantidos pela lei, mais de 70% dos entrevistados disseram não conhecer um interlocutor responsável pelo assunto no local de trabalho.

Quase 20% das mulheres entrevistadas admitiu ter sido tocada por colegas sem o seu consentimento, enquanto 12% dos homens relataram um contato corporal indesejado.

Além disso, a pesquisa mostra que o assédio sexual é percebido de forma diferente por homens e mulheres. Para 13% dos homens entrevistados, observações como "Sente-se no meu colo" não são uma forma de assédio. Isso é válido também para 8% das mulheres consultadas.

"Entre as vítimas femininas de assédio sexual existe cada vez mais um abismo hierárquico entre o agressor e a vítima", afirma o cientista social Frank Faulbaum, do instituto de pesquisa de opinião da Universidade de Duisburg. Já entre os homens, o assédio sexual acontece, sobretudo, no mesmo nível hierárquico, segundo o estudo.

Os resultados da pesquisa serão encaminhados a uma comissão de especialistas encarregada de propor mudanças na lei e outras medidas contra o assédio sexual no local de trabalho. As propostas devem ser apresentadas até dezembro deste ano.

CA/afp/dpa

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