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Alemanha

Metade dos alemães aceitaria mais refugiados no país

Segundo sondagem, 50% da população é a favor de que a Alemanha receba mais migrantes. Ao mesmo tempo, grande maioria concorda que Berlim deve investir mais na melhora da situação nos países de origem.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira (24/04) pela emissora de televisão pública alemã ARD indica que metade da população do país é a favor de que o país receba mais refugiados, enquanto 44% dos entrevistados disseram se opor à ideia.

A sondagem aponta uma grande discrepância entre eleitores do Partido Verde e do eurocético Alternativa para a Alemanha (AfD). Enquanto 74% dos simpatizantes da legenda ambientalista manifestaram apoio a uma maior recepção de refugiados, 82% dos eleitores da AfD se disseram contrários a isso.

Entretanto, 81% concordam que o governo alemão deve investir mais na melhora da situação nos países em que as pessoas se sentem obrigadas a fugir. Perguntados se devem ser criadas vias legais para permitir a imigração para a Europa, 70% disseram ser essa uma boa ideia, enquanto 27% se opõem.

Uma maioria de 62% apoia um aumento de verbas para emprego de mais navios de salvamento no Mediterrâneo, enquanto 34% são contra.

Cerca de dois terços dos alemães (63%), disseram se opor à ideia da criação de bloqueios marítimos contra navios transportando refugiados, como as autoridades australianas têm feito, enquanto 32% acha que isso seria uma boa medida.

Mil cidadãos alemães foram consultados na pesquisa, realizada pela empresa Infratest Dimap entre 20 e 22 de abril.

A publicação da sondagem ocorre num momento em que a questão da migração chegou ao topo da agenda política europeia, depois da morte de cerca de 800 pessoas num naufrágio no Mediterrâneo na semana pessada.

Reunidos numa cúpula de emergência em Bruxelas nesta quinta-feira, líderes da União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre uma série de medidas destinadas a conter o número de migrantes que morrem em tentativas desesperadas de chegar por mar à Europa. Segundo a Organização Internacional de Migração (OIM), mais de 1,7 mil refugiados morreram no Mediterrâneo desde o início do ano.

MD/dpa/epd/rtr

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