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Alemanha

Merkel usa tradicional discurso no Parlamento para exaltar sua gestão

Chanceler federal elogia suas novas e antigas políticas, classifica Alemanha como o motor do crescimento europeu e diz que alemães estão otimistas sobre o futuro como não se via desde a queda do Muro de Berlim.

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Em discurso no Parlamento, Merkel exalta sua gestão

A chanceler federal Angela Merkel fez na quarta-feira (29/01) o seu primeiro pronunciamento sobre a situação da Alemanha no Parlamento desde a formação da chamada grande coalizão de governo – formada por União Democrata Cristã (CDU), União Social Cristã (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD).

No discurso, similar ao do Estado da Nação feito pelo presidente dos Estados Unidos, ela começou fazendo uma retrospectiva e lembrou a situação do país no início do milênio. "Na época, a Alemanha era considerada o 'doente' da Europa. As estatísticas falavam em cinco milhões de desempregados. Hoje são dois milhões a menos", ressaltou a chanceler. "A Alemanha está bem, como há muito não se via."

A chanceler federal ressaltou o momento atual da Alemanha e o crescimento da economia. Segundo ela, as pessoas olham com otimismo para o futuro, como não se via desde a queda do Muro de Berlim. A Alemanha, destacou, é o "motor do crescimento" e uma "âncora de estabilidade" na Europa.

Segundo ela, a Alemanha teve grande contribuição para assegurar a superação da crise da dívida soberana da Europa. "Não apenas conseguimos sair da crise, mas saímos mais fortes do que quando entramos nela", disse a líder da grande coalizão de conservadores e social-democratas.

Regulamentação do mercado financeiro

Os pilares de sua política, afirmou, são liberdade, Estado de direito, economia forte e justiça. E os objetivos são manter o setor financeiro sólido, reforçar a coesão social e capacidade de "tomar responsabilidades na Europa e no mundo". A Alemanha, segundo a chanceler, só pode caminhar bem se a Europa estiver bem.

No Parlamento alemão, a chanceler fez elogios à recuperação econômica da Alemanha

No Parlamento alemão, a chanceler fez elogios à recuperação econômica da Alemanha

Sob o impacto da crise da dívida soberana, Merkel havia chamado a atenção para a necessidade de uma "regulamentação adequada" do mercado financeiro. Quem assume os riscos, frisou, deve se responsabilizar pelas perdas, ao invés de o contribuinte ter que arcar com os prejuízos.

Merkel prosseguiu: a união econômica e monetária deve ser aprofundada; o mercado interno europeu, as relações no comércio exterior e a políticas de clima e energia devem ser coordenadas. Quanto às finanças, disse, cada país deve fazer o seu "dever de casa".

A partir de 2015, a Alemanha terá como política não criar novas dívidas, anunciou a chanceler, que completou: a boa situação fiscal do país se deve ao crescimento econômico, que levou a uma receita orçamentária recorde.

Merkel defendeu as correções na virada energética no país, que a médio prazo deverão reduzir os subsídios às energias renováveis. Ressaltou, entretanto, que não há nenhum país que possa realizar mudanças radicais em seu modelo energético.

Se a transição energética tiver êxito, poderá então se tornar mais um "sucesso de exportação" da Alemanha. Acima de tudo, a economia deve ser competitiva e a energia deve ser acessível para todos, declarou a chefe de Estado.

Correções à "Agenda 2010"

Merkel mencionou algumas das medidas planejadas pela grande coalizão referentes às políticas sociais e econômicas. Segundo ela, os princípios estabelecidos na chamada "Agenda 2010" – criada no governo de seu antecessor, o social-democrata Gerhard Schröder, e defendidos por ela – também levou a alguns abusos. Como exemplo, a chanceler citou os parâmetros referentes ao valor do salário mínimo, que ela deseja agora mudar.

A grande coalizão, lembrou ainda, quer compensar a falta de trabalhadores qualificados na Alemanha através de uma imigração específica, que, ao mesmo tempo, não deve se tornar uma "imigração factual para dentro do sistema social". Além disso, a partir de 2016, haverá uma cota que vai assegurar 30% dos cargos executivos nas empresas para as mulheres.

Apesar do escândalo da NSA, Merkel considera fundamental a parceria com os EUA

Apesar do escândalo da NSA, Merkel considera fundamental a parceria com os EUA

Em seu pronunciamento de uma hora aos parlamentares, Merkel tratou também do caso da espionagem na internet promovida pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que teria grampeado o telefone da própria chanceler. "Nós queremos proteger por fora para que as atividades criminosas e a falta de um controle transparente não destruam a internet por dentro", disse.

No decorrer do ano, uma "agenda digital" deverá será estabelecida. Merkel espera que os padrões de proteção de dados da Alemanha não sejam enfraquecidos por serem desproporcionais aos da Europa. Entretanto, o trabalho dos serviços de inteligência é proteger o país e a sua população, afirmou. E a cooperação internacional, segundo ela, é indispensável.

Merkel criticou a espionagem às nações amigas e organizações internacionais. "Não, isso não pode ser correto", declarou, acrescentando que entre aliados deve haver confiança. Caso contrário, prosseguiu, a segurança poderá diminuir, ao invés de aumentar.

Por fim, a chanceler federal prometeu que a Alemanha vai prosseguir com seu envolvimento não apenas no Afeganistão, mas também nos Bálcãs e no Mali. Ela enfatizou que nenhum conflito pode ser resolvido "apenas por meios militares". A Alemanha, afirmou, defende a integração dos meios militares e civis.

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