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Alemanha

Merkel promete manter política de boas-vindas aos refugiados

Em meio a críticas, chanceler federal alemã pressiona UE por criação de centros de registro nas fronteiras para acelerar realocações e deportações. Apesar de estado de alerta, ela pede que cidadãos sigam com vida normal.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, prometeu nesta quarta-feira (25/11) manter a sua política de portas abertas aos refugiados, rechaçando as críticas que se intensificaram na Alemanha e no exterior devido ao aumento dos receios de um possível novo atentado igual ao que ocorreu em Paris.

Bastante rouca Merkel se dirigiu aos legisladores do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) em discurso referente à política alemã em relação ao contínuo fluxo de migrantes à Alemanha e a outros países europeus.

Merkel pediu que a UE prossiga com os planos de instalar chamados hotspots em países situados nas fronteiras externas do bloco europeu, como a Grécia, onde muitos requerentes de asilo adentram à Europa. Os hotspots permitiriam um registro mais eficiente, além de melhor organizar futuras realocações ou deportações de refugiados.

"Esperamos que aqueles que tiveram asilo negado após os procedimentos civis normais deixem o país para que aqueles que realmente precisam de nossa proteção possam ficar", disse Merkel, mencionando a política mais rigorosa em relação aos requerentes de asilo dos Bálcãs.

"Faz uma diferença se estamos falando de 30 mil pessoas ou 800 mil. Assim sendo, temos de decidir: quem precisa de nossa proteção e quem deve deixar o país?", afirmou Merkel.

A chanceler federal alemã, no entanto, advertiu que um país como a Grécia precisa ter conhecimento da disposição de parceiros europeus em assumir refugiados antes da implementação dessas medidas. "Somente quando a solidariedade europeia interna estiver assegurada um país como a Grécia diligenciará a construção destes hotspots", afirmou.

Além disso, Merkel disse que a Turquia é "um parceiro-chave" para reduzir o número de refugiados que seguem até as fronteiras da União Europeia. Lembrando que a Turquia já acolheu cerca de 2 milhões de refugiados de Síria e outros países vizinhos, a chanceler federal afirmou que ajudar Ancara a lidar com a crise migratória poderá fornecer um alívio à UE.

"Devemos seguir com nossas vidas normais"

Em seu discurso ao Bundestag, Merkel reiterou que a Alemanha, sendo a potência econômica da Europa, está empenhada em proteger os refugiados de guerras e conflitos no Oriente Médio, África e Ásia. Ela, porém admitiu que o nível de alerta na Alemanha é alto, mas insistiu que as pessoas devem continuar com suas vidas normais.

"A melhor resposta que podemos dar aos terroristas é continuar com nossas vidas e nossos valores como temos feito até agora, a segurança em nós mesmos e liberdade, consideração e compromisso", disse. "Vamos mostrar que nossa liberdade é mais forte do que o medo."

A chanceler federal enfrenta divisões em sua coalizão de governo e pressão de Estados-membros da União Europeia, incluindo a França. Além da oposição interna na aliada União Social Cristã (CSU), que governa a Baviera, Merkel está sofrendo críticas de partidos da oposição no Bundestag. O deputado do Partido Verde, Anton Hofreiter, afirmou que ao apoiar uma integração acelerada de refugiados Merkel não estaria liberando um financiamento adequado.

"Este é um orçamento sem coragem, sem coração, sem nenhum plano", disse Hofreiter, acrescentando que se a economia alemã está indo tão bem não deveria ser problema nenhum correr alguns riscos. "Faça alguma coisa, ao invés de apenas falar", exigiu Hofreiter.

PV/dpa/rtr/dw

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