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Alemanha

Merkel muda coordenação da crise dos refugiados

Chanceler passa para seu chefe de gabinete a coordenação política da crise. Imprensa fala em puxão de orelhas no ministro do Interior, Thomas de Maizière, atual responsável pela gestão.

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Peter Altmaier passará a ser o responsável pela gestão política da crise

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, decidiu transferir para a chancelaria federal a coordenação política da crise dos refugiados, noticiou nesta terça-feira (06/10) o site Spiegel Online.

Com a decisão, o chefe de gabinete de Merkel, Peter Altmaier, passará a ser o responsável pela gestão política da crise. O atual responsável, o ministro do Interior, Thomas de Maizière, deverá se ocupar da gestão operacional.

A reestruturação mostra que a Alemanha se prepara para uma crise longa e é também uma resposta aos constantes atritos entre os ministros e a própria chanceler por causa da questão dos refugiados.

Nas últimas semanas, Merkel e De Maizière externaram várias vezes posições diferentes sobre a crise. Enquanto a chanceler se recusava a falar sobre os limites do que a Alemanha pode fazer pelos refugiados, o ministro dizia que o país não tem como atender a um número tão elevado de requerentes de asilo como o atual.

Representantes do governo alemão disseram que a decisão não é um puxão de orelhas em De Maizière, como afirmou o Spiegel Online, mas que a intenção é aliviar a carga de trabalho do ministro do Interior e ao mesmo tempo fortalecer o ministério.

O governo alemão não comentou as informações do Spiegel Online e declarou que nesta quarta-feira haverá uma reunião para debater um "conceito para a coordenação da questão dos refugiados".

Segundo o site, o novo conceito prevê uma clara divisão de tarefas entre os ministérios, sob a coordenação geral do chefe de gabinete de Merkel. O Ministério do Interior, por exemplo, vai se ocupar de questões legais, da gestão dos abrigos, da segurança e da integração dos refugiados.

O Ministério das Finanças cuidará do levantamento de recursos para a gestão da crise. O Ministério do Trabalho deverá apresentar novas propostas para a integração dos refugiados no mercado de trabalho. Já o Ministério do Exterior tem como tarefa combater as causas do fluxo recorde de refugiados.

AS/dpa/afp/rtr

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