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Economia

Merkel fará primeira visita à Grécia depois do início da crise

Em sinal de apoio à Grécia, Merkel visita Atenas na próxima semana. Sindicatos já anunciaram protestar contra visita. Enquanto isso, caso Grécia não receba mais dinheiro, ficará com caixa vazio já no final de novembro.

A chefe alemã de governo, Angela Merkel, viajará na próxima terça-feira a Atenas e se reunirá com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, informou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, nesta sexta-feira (05/10) em Berlim. Essa será a primeira viagem de Merkel à Grécia após o início da crise na zona do euro e é um sinal de apoio a Atenas, disse Seibert.

Merkel atende a um convite de Antonis Samaras. A principal mensagem da visita será que a Alemanha quer ajudar a Grécia em sua estabilização na zona do euro, disse o porta-voz do governo alemão.

Por outro lado, ela é apontada por parte da mídia grega como principal culpada pelas severas medidas de austeridade econômica no país e os sindicatos já prometeram realizar manifestações contra a visita de Merkel.

A última visita de Merkel à Grécia foi em julho de 2007, quer dizer, mais de dois anos antes do início da crise na zona de moeda comum, em que a Grécia foi um dos países mais afetados.

Liberação de parcela

Há algumas semanas o governo Samaras negocia medidas adicionais de austeridade, internamente e com a Troika formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia.

Caso o país não receba em breve uma nova parcela de ajuda, o caixa da Grécia estará vazio já no final de novembro, disse Samaras. O primeiro-ministro afirmou ainda que uma eventual saída do país da zona do euro "não é uma opção para a Grécia, pois seria uma catástrofe".

Samaras Griechenland Pressekonferenz mit Angela Merkel Berlin Deutschland

Samaras quer ter mais tempo para fechar as contas do orçamento da Grécia

Mas uma nova ajuda de 30 bilhões de euros só será liberada após o relatório da Troika estiver pronto e, também, for recomendada a liberação dos recursos financeiros.

Porém, há um sinal dos países do euro que Atenas poderá contar com uma aprovação da liberação desse próximo resgate. A decisão não deverá ser fechada antes da segunda quinzena de outubro e, de acordo com um representante de alto escalão da zona do euro, ela também não será acordada no próximo encontro de cúpula da União Europeia, a ser realizado nos dias 18 e 19 de outubro.

Fechando as contas

Por conta dessa situação dramática, Samaras pede mais tempo para sanear as contas gregas. Ao mesmo tempo, ele solicitou ajuda ao Banco Central Europeu (BCE) com vista à redução dos juros dos títulos públicos gregos em mãos do BCE e para aumentar a vigência dos títulos de crédito. O BCE, no entanto, já chamou atenção para o fato de isso ser um forma ilegal de subvenção estatal.

Além disso, Samaras quer uma recapitalização dos bancos usando os créditos do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF). Samaras frisa que a Grécia está colhendo agora os frutos das rigorosas medidas implantadas no país e, portanto, há sinais de esperança.

Enquanto isso, a Comissão Parlamentar de Orçamento da Alemanha decidiu que qualquer mudança relativa ao pacote de ajuda à Grécia deverá ter a aprovação do Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, e não somente da Comissão. Caso o Bundestag não dê sua anuência, a Alemanha não poderá liberar nova ajuda aos gregos.

FC/rtr/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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