Merkel exige liberdade de correspondente preso na Turquia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.03.2017
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Mundo

Merkel exige liberdade de correspondente preso na Turquia

Chanceler federal afirma que fará tudo que estiver ao seu alcance para libertar Deniz Yücel. Governo admite que outros seis alemães estão presos na Turquia, acusados de envolvimento em golpe de Estado fracassado de 2016.

Merkel faz pedido durante encontro da CDU

Merkel faz pedido durante encontro da CDU

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, pediu à Turquia nesta quarta-feira (01/03) a libertação do jornalista teuto-turco Deniz Yücel detido no país e afirmou que o governo alemão fará tudo que estiver ao seu alcance para isso.

Merkel afirmou ainda que acredita que Yücel estava apenas fazendo o seu trabalho e destacou a importância da liberdade de imprensa. "A existência de uma imprensa livre e independente é parte da nossa democracia e isso não deve jamais ser questionado, mesmo quando é incômodo", disse.

Yücel, que é correspondente do jornal alemão Die Welt, foi detido em Istambul no dia 14 de fevereiro. Na segunda-feira, um juiz decidiu decretar a prisão preventiva do jornalista, acusado de fazer propaganda terrorista.

Deniz Yücel é acusado de incitação ao ódio e de fazer propaganda para uma organização terrorista

Deniz Yücel é acusado de incitação ao ódio e de fazer propaganda para uma organização terrorista

A prisão preventiva pode durar até cinco anos, ao fim dos quais o acusado pode ser julgado ou libertado. O jornalista, que possui dupla nacionalidade – alemã e turca –, é acusado de incitação ao ódio e de fazer propaganda para uma organização terrorista, em referência à guerrilha curda PKK.

"Jornalismo independente precisa poder existir e jornalistas devem podem fazer o seu trabalho", acrescentou ainda a chanceler, durante o encontro da União Democrata Cristã (CDU) no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

Antes das declarações de Merkel, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, já havia dito que a chanceler e a Alemanha esperavam a libertação de Yücel o mais rápido possível. Seibert acusou ainda a Turquia de perseguir jornalistas e admitiu que outros alemães estão detidos na Turquia.

Segundo o porta-voz do Ministério alemão do Exterior, Martin Schäfer, seis alemães estão presos na Turquia, sendo que quatro deles possuem também a cidadania turca. Todos seriam acusados por crimes relacionados à tentativa de golpe fracassada que ocorreu no país no dia 15 julho do ano passado.

Fim da liberdade de imprensa    

Yücel é o primeiro jornalista alemão e ser preso desde que o partido conservador islâmico AKP chegou ao poder, em 2002. No ano passado, o correspondente Hasnain Kazim, do site Spiegel Online, teve que deixar a Turquia porque o governo lhe negou o registro como jornalista e, com isso, o visto de trabalho e residência.

Bem pior é a situação dos jornalistas turcos. Cerca de 150 estão presos, seja de forma preventiva, seja cumprindo sentença. Depois do golpe de Estado fracassado, 149 jornais, rádios e televisões já foram fechados e 775 jornalistas tiveram seus registros cancelados, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).

CN/afp/dpa

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