Merkel evita polêmica com Abbas e pede retorno à negociação com Israel | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 06.05.2011
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Alemanha

Merkel evita polêmica com Abbas e pede retorno à negociação com Israel

Enquanto a Alemanha garante que vai não reconhecer um Estado palestino sem que haja negociações bem-sucedidas com Israel, a França emite sinais opostos.

Bundeskanzlerin Angela Merkel (CDU) und der Praesident der Palaestinensischen Autonomiebehoerde, Mahmud Abbas, kommen am Donnerstag (05.05.11) im Bundeskanzleramt in Berlin zu einer gemeinsamen Pressekonferenz. Bei der Begegnung im Bundeskanzleramt soll es neben der Entwicklung in den palaestinensischen Autonomiegebieten insbesondere um den Stillstand des Nahost-Friedensprozesses gehen. (zu dapd-Text) Foto: Axel Schmidt/dapd

Mahmoud Abbas encontrou-se com Angela Merkel em Berlim

A rápida retomada das negociações de paz entre os palestinos e Israel é vista pela Alemanha como prioridade absoluta. No entanto, a chefe de governo alemã, Angela Merkel, evita especular sobre um possível reconhecimento de um Estado Palestino pela Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro sem que tenha havido negociações bem-sucedidas com Israel. "Queremos uma solução de dois Estados, e precisamos trabalhar nesse sentido. Nós não acreditamos que medidas unilaterais possam ajudar", avaliou Merkel.

Depois de sua passagem por Berlim, o presidente palestino Mahmoud Abbas seguiu nesta sexta-feira (06/05) para Paris, onde se encontra com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. De antemão, Merkel minimizou possíveis diferenças entre Berlim e Paris no que diz respeito ao reconhecimento de uma eventual declaração unilateral de independência por parte dos palestinos.

Segundo a premiê alemã, fundamental para ambos é sobretudo o retorno às negociações. "O que o presidente francês expressou ontem é também o meu objetivo. Nós queremos reativar urgentemente as negociações a fim de obter um progresso rápido. Esse desejo é o que nos une, une a Alemanha, une a França, e o reconhecemos também nas palavras do presidente Abbas, por isso acredito que é nele que devemos nos concentrar."

Diferenças de postura?

Sarkozy, no entanto, declarou numa entrevista que, caso a questão central do reconhecimento do Estado palestino tenha se mantido inerte até setembro, a França irá "assumir sua responsabilidade".

Por enquanto, o presidente palestino tenta abafar a preocupação alemã de que a colaboração do Fatah com os radicais islâmicos do Hamas possa ter consequências adversas para o tratado de paz. Abbas garante que é ele, como presidente, quem lidera as negociações, e que nenhum dos acordos feitos com Israel até então corre perigo.

Além disso, argumenta que o Hamas é parte da população palestina, assim como em Israel também existem grupos de oposição que não desejam a paz.

Setembro será decisivo

Mas Abbas deixou claro que apelará às Nações Unidas em setembro se até lá as negociações de paz não tiverem alcançado sucesso. "Não iremos às Nações Unidas para proclamar um Estado, mas queremos escutar a opinião da comunidade internacional. O que ela pensa sobre a situação, se ela aceita que um povo permaneça por toda a eternidade sem um Estado. A Palestina está sob ocupação desde 1967. Somos o único povo no mundo que ainda vive sob ocupação", criticou.

Até hoje, 110 países reconheceram diplomaticamente a Palestina, entre os quais estão membros da União Europeia, como a Polônia, a Romênia e a Hungria. Na opinião de observadores, há chances de os palestinos obterem uma maioria favorável ao reconhecimento na Assembleia Geral da ONU.

Quanto ao acordo de reconciliação entre o Fatah e o Hamas, Merkel salienta que a Alemanha exige que três critérios sejam observados: o reconhecimento da segurança e da existência de Israel, a renúncia à violência e o respeito aos acordos existentes até agora com Israel.

Críticas internas

Na Alemanha, políticos de oposição consideram um erro o fato de Merkel ter prometido em abril ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o país não reconhecerá um Estado palestino proclamado unilateralmente. Afinal, Israel prossegue com seus assentamentos na Cisjordânia, não interrompeu o bloqueio da Faixa de Gaza nem possui um plano de ação para retornar às negociações de paz, argumentam políticos do Partido Verde.

Ao mesmo tempo, o encarregado das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio, Robert Serry, atesta que a Autoridade Palestina cumpre todos os requisitos para governar um Estado independente. Sob essas condições, o governo alemão não teria motivo algum para negar o reconhecimento de um Estado palestino independente, acrescentam os Verdes.

Autor: Bernd Grässler (np)
Revisão: Rodrigo Rimon

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