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Mundo

Merkel elogia reformas da França, mas evita dizer se são suficientes

Ao receber premiê francês em Berlim, chanceler chama plano de reformas de ambicioso e pede que Paris cumpra termos do pacto de estabilidade europeu. Valls garante que França colocará mudanças em prática.

Em sua primeira visita oficial a Berlim, nesta segunda-feira (22/09), o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, pediu confiança na vontade de reforma de seu novo governo. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, elogiou o plano de reformas do governo francês, a qual chamou de ambicioso.

"A França atravessa uma fase muito difícil, na qual estão sendo colocadas em prática muitas reformas, que são absolutamente necessárias e caminham na direção correta."

Entretanto, a chanceler disse que quem vai julgar se as reformas são suficientes é a Comissão Europeia e insistiu na necessidade de respeito ao Pacto de Estabilidade Europeu. É importante "que cumpramos aquilo que acordamos", disse Merkel ao término da visita de Valls.

O Pacto de Estabilidade contempla um déficit orçamentário anual abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em meio a um panorama de estagnação econômica, a França superou no ano passado, pela primeira vez em cinco anos, o teto de 3% de déficit orçamentário. O país anunciou que também não conseguirá cumprir a meta nos próximos dois anos. Em 2013, o déficit orçamentário registrado foi de 4,2% do PIB e o esperado para este ano é de 4,4% do PIB.

"A questão é que a Europa seja confiável. Já ajustamos o pacto e ele contempla flexibilizações", disse Merkel. A chanceler afirmou que a Alemanha apoiará a "Comissão Europeia, que é quem deverá se pronunciar. Nós não faremos nossa própria avaliação".

A difícil situação das finanças públicas francesas e as expectativas de Berlim de que se acelere o ritmo de reformas provocaram tensão na relação entre os dois países, que foram o motor da integração europeia.

O premiê francês admitiu que a situação econômica da França é difícil. Ele disse entender as dúvidas alemãs com relação à capacidade de reforma de seu país, mas reiterou que seu governo vai realizar as reformas de qualquer maneira, pois elas são do "interesse da França". "Cada um tem que assumir responsabilidades e a França assumirá a sua. Vamos levar adiante as reformas para nós e para a Europa."

O novo gabinete de Valls se propôs a economizar um total de 50 bilhões de euros no prazo de três anos. No entanto, Paris estima que precisará de outros dois anos para voltar a um déficit abaixo de 3% do PIB.

LPF/dpa/rtr

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