Merkel e Sarkozy defendem cautela no combate à crise | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 24.11.2008
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Economia

Merkel e Sarkozy defendem cautela no combate à crise

Merkel e Sarkozy defendem medidas de reativação da conjuntura que não envolvam mobilização de capital. Premiê alemã insiste que o país não deverá destinar recursos adicionais ao pacote pan-europeu previsto pela UE.

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Merkel e Sarkozy: encontro em Paris

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente francês e atual presidente do Conselho da UE, Nicolas Sarkozy, reuniram-se nesta segunda-feira (24/11) em Paris. Entre os tópicos discutidos pelos dois chefes de governo estiveram as medidas tomadas pela UE para combater a crise financeira. Os países do bloco poderão aprovar nesta quarta-feira (26/11) um pacote que destina 1% do PIB do bloco para o combate à crise no continente, o equivalente a 130 bilhões de euros.

A Alemanha não pretende destinar recursos adicionais ao pacote europeu, uma vez que o país já está investindo o suficiente nos programas nacionais de auxílio à conjuntura. "Estamos agora ocupados em aprovar nosso primeiro pacote nacional", disse a premiê alemã.

"Compreensão total"

Merkel acentuou a possibilidade de que os governos europeus tomem medidas de combate à crise que independam de investimentos diretos, como por exemplo maior flexibilidade na regulamentação da concorrência nos países do bloco, a fim de, entre outros objetivos, impulsionar empresas de médio porte.

O governo francês, que havia, antes da reunião em Paris, sugerido que Berlim entrasse com mais verbas no pacote europeu, declarou sua "total compreensão" em relação à postura de Merkel e lembrou ser possível movimentar a economia sem investir recursos extraordinários.

A coligação de governo em Berlim irá se reunir novamente no início de janeiro de 2009, a fim de avaliar os resultados dos programas de investimento realizados até lá e discutir sobre eventuais medidas a partir de então.

Redução de impostos

Griff in den Geldbeutel Wirtschaftswachstum

Redução de imposto sobre valor adicionado reflete no bolso do consumidor: Reino Unido aprova, França e Alemanha rejeitam

Tanto Merkel quanto Sarkozy concordam que uma redução generalizada do imposto sobre valor agregado pode ser a solução para reaquecer a economia de vários países, mas não será o caso da Alemanha e da França.

Segundo o presidente francês, mesmo sem a redução do imposto, os preços já tendem a cair depois da crise. O Reino Unido anunciou uma redução do imposto sobre valor agregado como medida de combate à crise.

Os poluentes e a crise

Outro tema debatido no encontro franco-alemão em Paris foi o pacote da UE de medidas climáticas. Até meados de dezembro próximo, por ocasião do próximo encontro de cúpula da UE, deverá ser definida a postura do bloco em relação às montadoras.

Segundo informações divulgadas pela mídia, planeja-se que os veículos produzidos na UE passem a respeitar os critérios de emissão de até no máximo 120 gramas de CO2 por quilômetro. Esse valor terá, no entanto, que ser respeitado pelas montadoras somente a partir de 2015 e não a partir de 2012, como previsto anteriormente.

Merkel observou que, em períodos de crise, não se deve trocar a proteção do meio ambiente por postos de trabalho: "Mas sou otimista e acredito que vai dar certo", disse a premiê. A Alemanha e a França querem impedir que a indústria automobilística européia seja prejudicada pelas altas subvenções recebidas pelo setor nos EUA.

Segundo Sarkozy, a UE não pode ver de braços cruzados o governo norte-americano injetar 25 bilhões de dólares na indústria automobilística do país enquanto os europeus não apenas deixam de fazer isso, como, ao mesmo tempo, passam a impor novas limitações para o setor em relação à proteção do meio ambiente. "Não vamos deixar a indústria automobilística na mão", finalizou o presidente francês.

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