Merkel e Sarkozy concordam em recapitalizar bancos europeus | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 09.10.2011
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Economia

Merkel e Sarkozy concordam em recapitalizar bancos europeus

Após encontro em Berlim, chanceler federal alemã e presidente francês anunciam que pacote de medidas para conter a crise europeia será apresentado até o fim do mês.

Merkel e Sarkozy: acordo antecede reunião da UE

Merkel e Sarkozy: acordo antecede reunião da UE

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, líderes das duas economias mais fortes da zona do euro, anunciaram neste domingo (09/10) que até o final deste mês vão apresentar um pacote de medidas elaboradas em conjunto para tentar solucionar a crise do euro. O objetivo será garantir a estabilidade da moeda comum e o resgate dos bancos do bloco ameaçados pela crise.

Merkel e Sarkozy garantiram que farão tudo o que for necessário para assegurar a estabilidade do euro e a recapitalização dos bancos, mas não detalharam como isso seria feito.

Segundo a chanceler federal alemã, todas as instituições financeiras serão avaliadas sob os mesmos critérios, estabelecidos conjuntamente entre autoridades financeiras europeias e o Fundo Monetário Internacional, "para que tudo o que fizermos seja viável e sustentável", afirmou.

Corte de dívida grega poderá significar insolvência do país

Corte de dívida grega poderá significar insolvência do país

O anúncio foi feito após reunião de uma hora e meia em Berlim entre os dois chefes de governo. O objetivo era construir um acordo antes do encontro entre os 27 líderes da União Europeia, marcado para os dias 17 e 18 de outubro. A expectativa é que uma solução mais concreta para a crise no continente seja apresentada até a próxima reunião do G20, no início de novembro, em Cannes.

Divergências sobre recapitalização

Apesar de garantir que estão em comum acordo, Merkel e Sarkozy vinham apresentando posições diferentes com relação à recapitalização dos bancos. A chanceler federal alemã defende que os bancos devem primeiramente procurar investidores privados antes de recorrer a recursos nacionais ou europeus para cobrir suas dificuldades financeiras. Ela quer que os 440 bilhões de euros do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) sejam usados apenas como último recurso, "apenas quando um país não conseguir ajuda por meios próprios".

Sarkozy, por sua vez, vinha se mostrando favorável ao uso do fundo em vez de mexer nos próprios cofres para ajudar os bancos franceses, que estão entre os maiores credores da Grécia. A França teme perder a classificação de crédito AAA.

Enquanto isso, aumentam as evidências de uma realocação da dívida grega e de um eventual corte de até 60% dos débitos do país. Para economistas, isso significaria a declaração de insolvência da Grécia. Os dois líderes, no entanto, evitaram falar sobre a questão. Para atenuar o impacto que uma medida dessas teria, os bancos europeus precisariam de maior liquidez.

Zoellick (d) critica Merkel sobre condução da crise

Zoellick (d) critica Merkel sobre condução da crise

Duras críticas

Merkel tem enfrentado duras críticas sobre a condução alemã da crise. Ela tem sido cobrada a tomar decisões mais firmes para prevenir o contágio das economias mais vulneráveis da Europa. "Nós sabemos das nossas responsabilidades sobre a zona do euro, sobre a União Europeia e sobre o crescimento econômico de nossos países", afirmou Merkel neste domingo.

Em entrevista à revista alemã Wirtschaftswoche, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que a chanceler federal alemã não tem visão sobre como superar a crise nem como desenvolver a moeda comum europeia. Ele acredita que o pacote de ajuda financeira que será oferecido à Grécia servirá apenas para ganhar tempo. E criticou o fato de a Europa ainda não ter encontrado uma saída nem para a alta dívida pública de alguns países do bloco nem para a crise financeira.

MS/dpa/ap/rts
Revisão: Alexandre Schossler

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