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Mundo

Merkel e Putin trocam farpas ao final de encontro de cúpula

Chanceler federal alemã critica detenção de oposicionistas que pretendiam participar de protesto em Samara e presidente russo diz que Alemanha fez o mesmo contra ativistas antiglobalização.

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Líderes debateram impasses na relações econômicas entre União Européia e Rússia

O encontro de cúpula entre União Européia (UE) e Rússia, cujo objetivo era diminuir os impasses nas relações bilaterais entre os dois parceiros econômicos, encerrou-se nesta sexta-feira (18/05) com troca de farpas entre a chanceler federal Angela Merkel e o presidente russo, Vladimir Putin.

Merkel criticou o fato de líderes da oposição russa terem sido impedidos de viajar para Samara, cidade onde ocorreu o evento. Ainda pela manhã, o líder oposicionista Garry Kasparov e outros críticos do governo Putin foram detidos por autoridades russas no aeroporto de Moscou. Eles pretendiam participar de protestos em Samara convocados pela organização Outra Rússia.

Putin se defendeu afirmando que as manifestações contra o seu governo não o incomodam, desde que ocorram dentro da lei. Ele rebateu as críticas de Merkel dizendo que a Alemanha toma "medidas" semelhantes e lembrou as recentes ações de autoridades alemãs contra ativistas antiglobalização suspeitos de planejar atos de violência durante o encontro do G8 em Heiligendamm, em junho próximo.

Merkel respondeu que há diferenças entre agir contra grupos armados e dispostos a atos de violência e deter pessoas que estão a caminho de um protesto pacífico.

Na Alemanha, o sindicato dos jornalistas criticou a prisão do repórter Boris Reitschuster, da revista semanal Focus. Ele pretendia fazer a cobertura de um protesto contra o encontro em Samara, mas acabou detido pela polícia local. O sindicato considerou implausível a explicação das autoridades russas, que disseram ter ocorrido um engano.

Putin criticou ainda a Estônia por causa da remoção de um monumento em memória aos soldados soviéticos. Protestos contra a retirada do monumento resultaram na morte de um manifestante de origem russa. Putin disse que as violações aos direitos das minorias russas no país são "inaceitáveis e indignas da Europa".

Críticas à Polônia

Apesar das diferenças exibidas ao final do encontro, as duas partes se mostraram dispostas a manter o diálogo. "Nem sempre é possível convencer um ao outro", lembrou Merkel. O presidente russo disse que houve consenso em quase todos os pontos discutidos. "As exceções se devem ao egoísmo econômico de alguns países europeus", afirmou, numa referência à Polônia, que bloqueia as negociações para um novo acordo de parceria estratégica entre a UE e a Rússia

"Há quase um ano que os poloneses não falam mais conosco. Ainda bem que agora a chanceler federal fala por eles", comentou Putin. Varsóvia justifica seu bloqueio com o veto de Moscou às importações de carne polonesa, o qual já dura um ano. A chanceler federal alemã lembrou que o impasse russo-polonês acabou se tornando um problema europeu. Mas ambas as partes se mostraram otimistas em relação à retomada das negociações.

Já o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, considerou não existirem razões para proibir a importação da carne polonesa. "Se elas existissem, não permitiríamos a exportação para a União Européia", frisou.

Durante o encontro, União Européia e Rússia concordaram em aumentar a cooperação comercial entre os dois lados e acelerar as conversações para eliminar a exigência de vistos de viagem entre a Rússia e os 27 países-membros. Outro assunto debatido foi a criação de um sistema de alerta para o caso de problemas no fornecimento de energia. (as)

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