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Mundo

Merkel e Putin querem impedir futuras irritações

Chanceler federal alemã e presidente russo pretendem melhorar comunicação na questão energética. Relações entre Rússia e União Européia precisam ser estratégicas, estreitas e duradouras, diz Merkel.

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Merkel e Putin encontraram-se em Sotschi, na Rússia

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente russo Vladimir Putin pretendem impedir futuras irritações relativas ao abastecimento energético da União Européia. Num encontro neste domingo (21/01) em Sotschi, na costa do Mar Negro, Merkel pediu a Putin uma melhoria da comunicação em casos de crise.

"As relações entre a Rússia e a UE precisam ser estratégicas, estreitas e duradouras", disse a chefe do governo alemão. Putin disse que seu governo vai procurar alternativas para o transporte de gás e petróleo à Europa, reduzindo a dependência de países vizinhos e evitando interrupções no fornecimento, como a que ocorreu durante a recente crise entre a Rússia e Belarus.

Regras transparentes

Weißrussland Gas Konflikt mit Gazprom Russland Pipeline Kompressorstation

Europa depende do gás russo

Merkel disse que há uma dependência estratégica da Europa do abastecimento energético russo, que poderia regulamentado por uma cláusula do acordo de cooperação e parceria EU-Rússia, cuja renovação está sendo bloqueada pela Polônia.

Putin afirmou que as relações de fornecimento de gás e petróleo precisam ser baseadas em regras claras e transparentes, que sejam respeitadas pelos dois lados. Ele rebateu as acusações de que a Rússia usou a "energia como arma" contra a Ucrânia, na crise ocorrida no início de 2006. A UE exige que a Rússia ratifique a Carta Européia de Energia.

Futuro do Kosovo

Um outro tema do encontro entre Putin e Merkel foi o futuro status do Kosovo. Putin manifestou-se contra uma decisão imposta de fora. "Uma solução rápida desse problema só é possível, se ela for aceitável para a Sérvia e para o Kosovo. A Europa não pode ter interesse numa decisão que humilhe o povo sérvio", disse.

Merkel defendeu uma solução transparente com a participação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A chefe do governo alemão voltou a propor uma reforma da ONU, "para que ela tenha mais legitimidade para resolver problemas desse tipo".

Segundo o presidente russo, a presidência alemã da UE e do G-8 pode contribuir para uma melhora das relações de seu país com o Ocidente. "Diante das boas relações que temos com a Alemanha, esperamos que sua presidência nos ajude a estabelecer relações com outros países e organizações como um todo", afirmou.

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