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Mundo

Merkel e Hollande ameaçam Ucrânia com sanções

Chanceler alemã e presidente francês dizem que onda de violência é intolerável e fazem apelo ao diálogo entre governo e oposição. UE reúne ministros para discutir possíveis medidas e envia delegação a Kiev.

A escalada de violência em Kiev, que já custou a vida de dezenas de pessoas e deixou outras centenas feridas, levou nesta quarta-feira (19/02) o presidente da França, François Hollande, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, a ameaçarem aplicar sanções contra a Ucrânia.

"Há atos indescritíveis, inaceitáveis e intoleráveis acontecendo na Ucrânia. E todos os que tiverem cometido esses atos, todos que estiverem se preparando para cometer esses atos, precisam saber que enfrentarão sanções", disse Hollande ao lado de Merkel em Paris.

Na quinta-feira, representantes dos 28 membros da União Europeia (UE) vão se reunir em Bruxelas para discutir possíveis sanções ao governo do presidente Viktor Yanukovych. Uma comitiva formada por ministros de França, Alemanha e Polônia foi enviada a Kiev na tentativa de estabelecer diálogos entre oposição e governo.

"Quando os ministros das Relações Exteriores se reunirem amanhã [quinta-feira] em Bruxelas, eles precisam conversar sobre quais sanções específicas devem ser impostas para mostrar que estamos falando sério sobre a retomada do processo político", disse a chanceler alemã, que pediu diálogo entre governo e oposição para trazer a paz de volta ao país.

Merkel disse, porém, que apenas sanções não são suficientes. "É preciso relançar um processo político e, por isso, buscamos todos os contatos possíveis, principalmente em direção à Rússia", afirmou.

Tanto Hollande como Merkel insistem nos contatos diplomáticos, especialmente com os países vizinhos, para conseguir o fim da violência. Nesta quarta-feira, o francês ligou para o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, que manteve contatos com líderes do Leste Europeu.

Aumentando a tensão, as forças de segurança anunciaram nesta quarta-feira uma operação antiterrorista em todo o território ucraniano. Aleksandr Yakimenko, chefe do Serviço de Segurança Nacional, justificou a decisão pela "escalada do confronto violento e o emprego em massa de armas de fogo por parte de grupos extremistas".

A Ucrânia encontra-se em uma situação delicada desde que, sob pressão da Rússia, o governo Yanukovych congelou o processo de adesão à UE, em novembro do ano passado. A partir de então, protestos se espalharam pelo país, transformando-se nos tumultos mais sangrentos na história recente da antiga república soviética.

RM/afp/dpa/rtr

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