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Mundo

Merkel diz que sucesso de iniciativa de paz ainda é incerto

Em discurso na Conferência sobre Segurança de Munique, chanceler federal alemã se mostra reservada quanto a sucesso de iniciativa de paz na Ucrânia e apela à Rússia para que faça sua parte para pôr fim ao conflito.

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Chanceler federal alemã, Angela Merkel, discursa na Conferência sobre Segurança de Munique

Depois de encontros em Kiev e Moscou com vista a um plano de paz para pôr um fim ao conflito na Ucrânia, Angela Merkel afirma em discurso na Conferência sobre Segurança de Munique, neste sábado (07/02), que "mesmo após as conversas ainda não se sabe se elas vão ser bem-sucedidas".

No entanto, a chanceler federal alemã acrescentou: "Mas no meu ponto de vista, como também na opinião do presidente francês, a tentativa vale definitivamente a pena. Já devemos isso ao menos às pessoas afetadas na Ucrânia."

Anteriormente, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que também participa da Conferência sobre Segurança na capital da Baviera, afirmou acreditar no sucesso da iniciativa de paz proposta por Merkel e Hollande.

Discurso de Merkel

Na Conferência sobre Segurança de Munique, Merkel aproveitou o seu discurso para criticar a Rússia pela anexação da Ucrânia, como também por seu suposto papel nas lutas entre os separatistas pró-Russos e forças fiéis a Kiev no leste ucraniano.

Falando poucas horas depois do encontro com o presidente francês, François Hollande, e o presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira em Moscou, Merkel declarou em Munique que a solução do conflito na Ucrânia requer a cooperação do Kremlin. "A Rússia precisa fazer a sua parte na crise ucraniana. Esta crise não pode ser resolvida por meios militares."

Merkel também salientou que ninguém tem nenhum interesse na divisão da Europa. "Queremos alcançar a segurança na Europa ao lado da Rússia, não contra a Rússia", sublinhou a chanceler federal.

Acordo de Minsk

No leste da Ucrânia, as lutas entre os separatistas pró-russos e as tropas do governo se agravaram nas últimas semanas. Principalmente a linha demarcatória entre as partes conflitantes é uma questão bastante controversa.

Após o encontro em Moscou, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, confirmou: "com base na proposta da chanceler federal alemã e do presidente francês, um possível documento conjunto para implementar o Acordo de Minsk está sendo elaborado."

Seibert estava se referindo a um acordo de cessar-fogo fechado em setembro do ano passado, na capital de Belarus, Minsk, que fracassou em conter as lutas que perduram no leste da Ucrânia.

CA/rtr/dpa

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