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Alemanha

Merkel diz que Europa está diante de teste histórico

Sob pressão de membros de sua coalizão, chanceler alemã defende política migratória no Parlamento, cobra maior solidariedade europeia e apela por maior cooperação com a Turquia para enfrentar crise de refugiados.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, aproveitou seu discurso nesta quinta-feira (15/10) no Parlamento para fazer uma defesa de sua política migratória, que gerou fissuras dentro da própria coalizão de governo e entre os países-membros da União Europeia.

"Não é exagero dizer que essa tarefa é um teste histórico para a Europa, que só poderá ser superado com a solidariedade europeia", afirmou Merkel.

O tom foi similar ao de outras declarações da chanceler alemã. Mais enfático foi o apelo para que se coopere mais com a Turquia, país vizinho à Síria que estima ter cerca de 2 milhões de refugiados em seu território.

Nesta quinta-feira, os líderes europeus se reúnem em Bruxelas, e a cooperação com a Turquia deve ser um dos principais temas abordados. Merkel é esperada em Ancara no fim de semana.

"Nós não podemos organizar os movimentos de refugiados sem cooperar com a Turquia", destacou Merkel. "A Europa precisa mostrar solidariedade – qualquer outra coisa seria uma fracasso."

A chanceler pressionou os deputados a apoiar as mudanças nas leis migratórias alemães, mas rejeitou os apelos para que as fronteiras do país sejam novamente controladas. Segundo ela, "fechar as portas do país em plena era da internet é uma ilusão".

A estimativa mais recente afirma que a Alemanha já recebeu mais de 570 mil refugiados em 2015. O governo diz esperar que o número total chegue a 800 mil em todo o ano, mas muitos políticos prevêem que será superior a 1 milhão.

Merkel defende que o processamento das solicitações de asilo seja acelerado, de modo a abrigar com maior rapidez os sírios e a deportar os migrantes de países não considerados de risco, como a Albânia.

A chanceler vem recebendo fortes críticas pela forma com que administra a crise, até mesmo por membros de seu partido e aliados. O presidente da União Social Cristã (CSU), Horst Seehofer, exigiu a imposição de limites à quantidade de migrantes que entram na Alemanha. A CSU é uma tradicional aliada da União Democrata Cristã (CDU), de Merkel.

Uma

pesquisa

divulgada na quarta-feira (14/10) revela que o apoio à política de refugiados de Merkel está caindo entre os alemães. Ela repetiu em diversas ocasiões que o país será capaz de administrar a atual crise.

Apenas um em cada três alemães concorda com a expressão "Nós vamos conseguir", seguidamente repetida pela chanceler, afirma a pesquisa do instituto britânico YouGov. Os que concordam são 32%, e eram 43% no início de setembro.

RPR/dpa/ots

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