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Alemanha

Merkel diz que 2012 será difícil, mas há motivos para se ter confiança

Em sua tradicional mensagem de fim de ano, a chanceler federal Angela Merkel diz que a Alemanha está bem, mas que 2012 será "sem dúvida" mais difícil do que 2011 e que a luta contra a crise não ficará livre de reveses.

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Discurso de Merkel será transmitido pela televisão

Os alemães devem se preparar para um 2012 difícil, afirmou a chanceler federal Angela Merkel no seu discurso de Ano Novo, que será transmitido neste sábado (31/12) pela televisão e cujo conteúdo já foi divulgado para a imprensa.

Merkel disse que 2012 será um ano de grandes desafios, apesar dos atuais números positivos da economia do país. "A Alemanha está bem, ainda que o próximo ano vá ser, sem dúvida, mais difícil do que este", afirmou.

Ela disse que os cidadãos alemães podem ter confiança que ela, pessoalmente, fará de tudo para fortalecer o euro. A luta contra a crise, disse, é um longo caminho que não está livre de reveses. "Mas, no final desse caminho, a Europa sairá da crise fortalecida."

A chanceler disse também que a Europa deve cooperar de forma mais estreita para vencer obstáculos. "Uma moeda única só pode ter sucesso se nós, na Europa, trabalharmos ainda mais juntos do que já temos cooperado."

A chefe de governo defendeu o projeto europeu, salientando que ele permitiu ao continente alcançar, nos últimos 50 anos, "paz, liberdade, justiça, direitos humanos e democracia".

Alemães estão otimistas

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Economia alemã: menor taxa de desemprego em 20 anos

"Na Alemanha, temos boas razões para estarmos confiantes", disse, se referindo à competitividade da economia alemã, que sofreu menos os efeitos da crise do que os outros países europeus. A atual taxa de desemprego da maior economia europeia, de 6,4%, é a mais baixa dos últimos 20 anos.

A economia alemã deverá crescer entre 0,5% e 1% em 2012, taxa muito inferior aos 3% esperados para 2011. Mas o país conseguiu evitar o crescimento negativo e a recessão previstos anteriormente por economistas.

Um estudo do instituto alemão Allensbach publicado nesta quinta-feira mostrou que 49% dos alemães estão otimistas em relação a 2012, ante 17% que se declararam pessimistas e 26% de céticos. Os resultados chamaram a atenção porque, ao longo dos últimos 12 anos da pesquisa, somente em quatro ocasiões os otimistas foram mais numerosos que os pessimistas e céticos.

Maior cooperação com América Latina

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Crescimento latino-americano traz responsabilidades

Em entrevista a um grupo de jornais latino-americanos que a elegeu por unanimidade a personagem do ano de 2011, Merkel afirmou que a América Latina pode cooperar para solucionar a atual crise na Europa e lembrou que atuais estatísticas comerciais demonstram que a Alemanha está se voltando cada vez mais para o continente latino-americano.

"Nos últimos anos, a América Latina não só experimentou um formidável auge econômico, como também ganhou margem de manobra de confiança no âmbito da política exterior", constatou a líder alemã, ao falar para o Grupo de Diários América, do qual faz parte o jornal brasileiro O Globo.

Ao mesmo tempo, Merkel recordou "que o novo peso exterior e econômico da América Latina também traz maiores responsabilidades. No futuro, a América Latina terá que se envolver mais do que até agora em soluções de assuntos-chave para o futuro do mundo". A chefe de governo afirmou que, para a Alemanha, isso significa uma maior coordenação e a criação de iniciativas conjuntas, "incluindo a atual crise europeia".

MD/dpa/afp/rtr/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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